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Economia no dia a dia

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Desemprego: a boa e a má notícia.


As pesquisas sobre desemprego realizadas pelo IBGE mostram que o ano passado foi marcado por duas situações: uma boa e outra nem tanto!

Dados divulgados por esse Instituto no mês passado mostram que o batalhão de trabalhadores desocupados caiu no país, e o número de trabalhadores ocupados aumentou.

O movimento foi registrado principalmente no segundo semestre de 2018, o que fez o ano fechar com saldo positivo após três anos seguidos de saldos negativos no volume de empregos gerados.

Ainda no começo do ano passado, entre fevereiro e abril, os dados detalhados por Estados, faixas de escolaridade e grupos de idade da população já mostravam um recuo no índice do desemprego. Mas apesar dos números positivos, outro dado mostrava que o cenário está longe de uma melhora.

Na pesquisa apresentada recentemente, com dados sobre todo o país, cerca de 450 mil pessoas que estavam desempregadas saíram dessa estatística, em comparação com 2017. Mas isso aconteceu não porque elas conseguiram emprego, mas sim por causa de uma outra situação que vem ocorrendo no mercado de trabalho, e nesse caso, negativa: o aumento do desalento pelos trabalhadores, que ocorre pela desistência ou desânimo desses em procurar emprego e não encontrar. Ou seja, o desemprego caiu porque as pessoas desistiram de procurar trabalho e resolveram ficar em casa, esperando a situação melhorar!

Mas como essa desistência dos trabalhadores em procurar emprego contribuiu para a redução desse desemprego? Acontece que, para o IBGE, o desempregado é aquele que procura emprego e não o encontra! Ou seja, se o trabalhador desiste de procurar emprego, ele não é considerado um desempregado (vai para uma outra categoria, a do desalentados). Por isso ele não entra nas estatísticas do desemprego formal.

O número de trabalhadores desalentados chegou a 4,8 milhões no ano passado, e representa um aumento de 18% em relação ao ano anterior. Desses, 40% eram mulheres com idade entre 16 e 29 anos, e com ensino fundamental incompleto. Mas os trabalhadores mais qualificados e com mais idade, de ambos os sexos, também não escaparam dessa situação: cerca de 260 mil trabalhadores desalentados possuíam nível superior e mais de 40 anos de idade, conforme a pesquisa, sendo 99 mil com superior incompleto e 161 mil com superior completo.

Esse alto número de trabalhadores desalentados mostra que, apesar da leve e lenta recuperação da atividade econômica e do número de empregos, a situação irá demorar para se recuperar. Isso porque quando ocorrer algum sinal de que as vagas estão surgindo de forma consistente, estes trabalhadores desalentados irão retornar ao mercado de trabalho, procurando empregos, e isso irá aumentar ainda mais o desemprego.

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