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Santa Fé

Há uma semana fora de casa por conta de mercúrio, família deve perder pertences

Casa foi interditada pela Defesa Civil de Santa Bárbara e pertences devem ser descartados pela substância ser tóxica

Por Rodrigo Alonso

21 jul 2020 às 08:24 • Última atualização 21 jul 2020 às 09:26

O mercúrio levado para o Santa Fé, em Santa Bárbara d’Oeste, pode gerar ainda prejuízos. Os moradores da casa interditada pela Defesa Civil devem perder itens que ficaram na residência, como móveis, roupas e colchões.

Nesta segunda-feira, em nota, a prefeitura informou que avalia jogar fora os pertences que tiveram contato com o metal. A substância é tóxica.

Família está há uma semana morando no abrigo da prefeitura – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Também nesta segunda, fez uma semana que a família está sem acesso à residência. Ainda não há previsão para liberação do imóvel, segundo o Executivo. Seis dos oito moradores estão em um abrigo disponibilizado pela administração municipal, na Vila Brasil.

“É meio difícil, porque a gente tem de se acostumar, porque não é igual à casa da gente”, declarou Rute Batista Cepelos, 45, uma das moradoras.

Rute mora com o companheiro e os seis filhos. Eles deixaram a residência no último dia 13. A família passou a primeira noite no ginásio do São Francisco e, no dia 14, migrou à Vila Brasil.

De acordo com Rute, a família saiu de casa com praticamente nada – só algumas roupas e documentos – e, portanto, tem dependido de doações. “Aos poucos, está chegando roupa”, contou.

Quem levou o mercúrio para casa foi o pedreiro José Aparecido da Luz dos Santos, de 48 anos, em 30 de junho. Um colega de trabalho teria colocado uma garrafa com a substância dentro do carro de José, conforme o pedreiro disse ao LIBERAL na semana passada. Ele alegou que seus filhos encontraram o objeto no veículo e começaram a brincar. Ninguém sabia que era.

Mulher de José, Rute contestou a versão do companheiro. Segundo ela, o pedreiro mostrou a substância para os filhos e, depois, apareceu com mais mercúrio.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que aguarda o laudo com o resultado da inspeção feita pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) na casa da família e nos arredores, de acordo com o delegado responsável, Gabriel Fagundes. Ao todo, 34 pessoas tiveram contato com o metal.

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