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Duplo Homicídio

Justiça manda prender policial acusado de matar dois irmãos em Hortolândia

Inquérito foi concluído com pedido de prisão preventiva há doze dias; defesa diz que informou cliente

Por Pedro Heiderich

11 Maio 2021 às 20:34

A Justiça mandou prender na tarde desta terça-feira (11) o policial José Vicente da Cruz, de 67 anos, acusado de matar dois irmãos, um deles vizinho do autor do crime, em Hortolândia, no mês de abril.

Vítimas: Adelmo com o filho pequeno no colo, ao lado das outras filhas e do irmão Eclécio – Foto: Divulgação / Acervo Pessoal

O inquérito do caso foi concluído com pedido de prisão preventiva do policial em 30 de abril, pelo delegado João Jorge Ferreira da Silva, do 1º DP (Distrito Policial) local.

Na semana passada, o MP (Ministério Público) ofereceu denúncia contra o policial, citando que o duplo homicídio foi cometido por motivo fútil e sem chance de defesa.

Policial se apresentou na delegacia com o advogado e entregou arma – Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo disse que o caso tramita em segredo de justiça. O advogado de defesa de José Vicente revelou ao LIBERAL o pedido de prisão preventiva decretado.

“Fomos surpreendidos e só nesta tarde tivemos acesso à decretação da prisão preventiva. Na semana pedimos informações, sem resposta, e após o recebimento da denúncia impetramos um Habeas Corpus preventivo”, explica o advogado Edilson Casagrande, que defende o policial acusado.

“Meu cliente nunca deixou de se colocar à disposição da Justiça. Solicitamos para o José Vicente entrar em contato conosco para definirmos o que será feito e tomar as medidas cabíveis”, encerra o advogado.

Até o momento, não se tem notícia de que a prisão foi efetuada.

O CASO
Em 24 de abril, testemunhas viram José Vicente matar a tiro seu vizinho Adelmo Ferreira de Lima, ajudante de pedreiro de 39 anos, e o irmão da primeira vítima, Eclécio Ferreira de Lima, de 36.

Os irmãos bebiam em frente de casa, no Jardim Nova América, por volta das 19h, quando o policial chegou e desceu do carro armado para discutir por som alto.

José efetuou dois disparos em cada uma das vítimas e fugiu de carro. Procurado pela polícia, o policial se apresentou na delegacia junto de advogado quatro dias depois, quando entregou a arma do crime.

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No depoimento, ele confirmou os disparos, disse ter “ingerido moderadamente bebida alcoólica” e alegou que achou que uma das vítimas ia sacar uma arma e atirar nele.

Testemunhas afirmam que o policial não gostava de barulho, brigava com os vizinhos e ameaçou até criança com arma.

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