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AGUARDANDO O JUIZ

Delegado pede prisão preventiva de policial acusado de matar dois

Inquérito foi concluído sexta-feira e polícia aguarda mandado de juiz; policial é acusado de matar dois irmãos após discussão

Por Pedro Heiderich

04 Maio 2021 às 14:27

O delegado João Jorge Ferreira da Silva, da Polícia Civil de Hortolândia pediu a prisão preventiva do policial José Vicente da Cruz, de 67 anos, suspeito de matar a tiros dois irmãos em 24 de abril, no Jardim Nova América. Ele era vizinho de um deles e fugiu após o crime.

As vítimas: Adelmo com o filho pequeno no colo, ao lado das outras filhas e do irmão Eclécio – Foto: Divulgação / Acervo Pessoal

O inquérito do caso foi concluído na sexta-feira (30) e relatado à Justiça com o pedido de prisão preventiva. A informação é da SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo).

A prisão preventiva, se determinada pelo juiz, pode durar até 180 dias e ser prorrogada por mais 180, totalizando 360 dias, até a conclusão da investigação do crime.

O delegado assistente da Delegacia Seccional de Americana, José Luiz Joveli, confirmou ao LIBERAL que a polícia aguarda mandado para prender o policial. “O delegado concluiu o inquérito, pediu a prisão preventiva e o Judiciário ainda não decidiu, estamos aguardando”.

Policial se apresentou na delegacia com o advogado e entregou arma – Foto: Reprodução

A SSP também diz que não há resposta da Justiça até o momento. Até o início da tarde desta terça-feira (4), não há registro no TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) de mandado de prisão contra o policial acusado do duplo homicídio.

A reportagem questionou o TJSP sobre o caso e o pedido de prisão feito pelo delegado, mas o órgão ainda não respondeu.

Ligação foi feita para a Delegacia de Hortolândia para contatar o delegado João Jorge, que fez o pedido e é responsável pelo caso, mas ele não se encontrava no momento e ficou de retornar à reportagem.

Semana passada, o LIBERAL antecipou que a polícia aguardava laudo da arma usada no crime, uma pistola da marca Taurus, de calibre 9 milímetros, entregue por José Vicente quando ele se apresentou na delegacia junto de advogado e prestou depoimento.

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RELEMBRE O CASO

José era vizinho de Adelmo Ferreira de Lima, ajudante de pedreiro de 39 anos, e teria ido discutir com ele e o irmão, Eclécio Ferreira de Lima, de 36, que bebiam em frente de casa e estariam ouvindo som alto, por volta das 19h de um sábado, 24 de abril.

O policial levou uma pistola, efetuou os disparos e fugiu. Desde então, José Vicente era procurado pela Polícia Civil, até se apresentar na delegacia quatro dias depois.

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Como não foi feito o flagrante, o delegado não podia prender o policial pelos crimes na ocasião, e sim apenas após concluir o inquérito, como aconteceu.

Os irmãos foram velados e enterrados na segunda-feira passada (26), em Hortolândia. Ao LIBERAL, a família dos irmãos relatou ameaça anterior do policial com arma contra uma criança, por conta de barulho, e disse não acreditar na prisão do mesmo.

A reportagem não conseguiu contato do policial José Vicente, que não teve o telefone registrado em boletim de ocorrência.

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