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Duplo homicídio

Polícia procura agente acusado de matar irmãos em Hortolândia

Crime aconteceu na noite de sábado, e policial de 67 anos fugiu após fazer disparos

Por Pedro Heiderich

27 abr 2021 às 08:38

A Polícia Civil realiza buscas para localizar o agente penitenciário José Vicente da Cruz, de 67 anos, suspeito de matar a tiros os irmãos Eclécio Ferreira de Lima, de 36 anos, e Adelmo Ferreira de Lima, de 39, na noite de sábado, no Jardim Nova América, em Hortolândia. O policial, que está afastado e aguardando aposentadoria, é vizinho de Eclécio e fugiu após os disparos.

Eclécio e Adelmo foram velados e enterrados no Cemitério Parque Hortolândia na manhã desta segunda-feira. Os irmãos bebiam cerveja em frente de casa, por volta das 19 horas, quando o policial começou a discutir com eles. Ele carregava uma pistola e atirou nos dois. A suspeita é que a briga foi devido ao som alto.

Após os disparos, o autor do crime fugiu em um Voyage. A esposa de Eclécio, uma mulher de 37 anos, estava em casa no momento dos disparos. Ela relatou que o vizinho já havia discutido com os irmãos em outras ocasiões. A perícia apreendeu quatro projéteis deflagrados no local.

O caso foi registrado como homicídio qualificado consumado e é investigado pelo 1° DP (Distrito Policial), sob responsabilidade do delegado João Jorge Ferreira da Silva. A reportagem tentou contato, mas o delegado estava em diligências nos momentos das ligações. O LIBERAL entrou em contato com a esposa de Eclécio, mas ela respondeu que a família não estava em condições de falar.

No boletim de ocorrência não aparece telefone de contato do policial José Vicente. A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) do Estado de São Paulo disse que José estava afastado do trabalho na Penitenciária II de Hortolândia, aguardando a publicação da aposentadoria.

“Foi determinada a instauração de apuração preliminar, estando o agente sujeito às penalidades impostas pela legislação, sem prejuízo das consequências advindas do processo criminal”, aponta nota.

O LIBERAL perguntou se o policial possuía permissão para estar armado em casa e se o agente já tinha registrado algum problema enquanto exercia a função de servidor público, mas o órgão não se pronunciou.
sobre o assunto.

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