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POLÍCIA

Delegado fecha cerco contra crimes ambientais em Americana e região 

Filipe coordenou dez operações e, em breve, deve criar um canal de denúncias pelo WhatsApp com a possibilidade de envio de fotos e vídeos dos locais

Por Cristiani Azanha

24 de fevereiro de 2024, às 09h05

Com a proposta de fortalecer as ações contra os crimes ambientais em Americana, o delegado Filipe Rodrigues de Carvalho tem intensificado as investigações em vários segmentos como vazamentos de esgotos em rios, despejo de combustível no solo, condições impróprias de alimentos e produtos controlados.

O delegado Filipe Rodrigues de Carvalho, de Americana – Foto: Marcelo Rocha/Liberal

No período de sete meses de atuação na cidade, Filipe coordenou dez operações e em breve deve criar um canal de denúncias pelo WhatsApp com a possibilidade de envio de fotos e vídeos dos locais.

Segundo ele, a apuração segue as diretrizes estabelecidas pelo delegado geral da Polícia Civil e a delegada Seccional de Americana, Martha Rocha.“Além das denúncias que recebemos, nossos investigadores também nos trazem indícios de crimes que são apurados. Uma das possibidades usadas e conseguirmos imagens com o uso de drones que serão incluídas no inquérito policial”, relata o delegado.

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Uma das primeiras ações na cidade foi a localização de  uma empresa empacotadora e distribuidora de açúcar, no Loteamento Industrial Abdo Najar, na região do Antônio Zanaga, que  foi interditada em agosto do ano passado pela Vigilância Sanitária por causa de condições precárias de higiene e também de contaminação do solo.

O órgão foi acionado pela Polícia Civil e o gerente do local foi preso por conta da ocorrência. Além disso, 300 toneladas de açúcar foram apreendidas.

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A mais recente ocorreu na última segunda-feira (19) sobre a investigação sobre despejo de esgoto in natura no Ribeirão Quilombo, que resultou nas prisões de dois funcionários da Coden de Nova Odessa, mas liberados após o pagamento de fiança. A investigação ainda está em andamento, mas segue sob sigilo.

“Atuamos em uma área muito sensível, cujos crimes afetam a coletividade. Ações como despejo de esgoto ou outros tipos de poluição  que afetam a oxigenação dos rios e acarretam em morte de peixes. Sabemos, por exemplo, que o Ribeirão Quilombo tem mau cheio independente da época do ano, é preciso identificar as causas e responsabilização das pessoas envolvidas”, diz o delegado.

Filipe relata ainda que outras apurações estão em andamento na cidade. Mas ainda não pode dar detalhes para não comprometer os trabalhos que serão realizados.

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