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MEIO AMBIENTE

Vereadores cobram solução por queimadas em Santa Bárbara e falam em acionar MP

Reunião com a Raízen foi feita cobrando mudanças e prefeitura já havia dito que estudava tomar medidas judiciais

Por Pedro Heiderich

21 jul 2021 às 07:54 • Última atualização 21 jul 2021 às 07:55

Queimadas foram tema da primeira sessão após recesso parlamentar – Foto: Divulgação/Câmara de Santa Bárbara

Na volta do recesso parlamentar em sessão presencial nesta terça-feira (20), os vereadores cobraram uma solução por conta das queimadas em Santa Bárbara d’Oeste e falam em acionar o MP (Ministério Público).

Os parlamentares revelaram uma reunião com a Raízen, empresa agrícola que tem canaviais no município, cobrando mudanças para diminuir os casos de queimadas na cidade.

“É inadmissível 19 vereadores, prefeitura e fiscalizadores não conseguirmos cobrar um posicionamento mais contundente para diminuir as queimadas. A sensação é de impotência”, declarou Celso Ávila (PV), dando início ao tema.

Bachin Júnior (MDB) fez coro. “Não pode continuar do jeito que está. Já passou do tempo de nos posicionarmos com a firmeza e a seriedade que o assunto merece. Acontece uma vez uma queimada, aí se esquece. Dali uns dias, se repete de novo”.

Joi Fornasari (PV) revelou que, por intermédio do vereador Uruguaio (MDB) e com a presença do presidente da Câmara, Joel do Gás (PV), foi feita reunião com representantes da Raízen.

Joi cobrou também a população. “Temos também pessoas que colocam fogo nas folhas no fundo de casa e em áreas públicas, isso é crime ambiental”.

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Careca do Esporte (Patriota) falou em visitar locais de possíveis focos de queimada, como a Usina de Cilos. “As queimadas são as maiores reclamações que temos recebidos nestes tempos de seca”.

Tikinho Tk (PSD) contou que moradores do Bosque das Árvores tiveram que apagar queimada por conta própria nesta semana. “O município deveria tomar uma decisão e ir para cima disso, porque está complicado”.

Presidente da Casa, Joel revelou que aguarda mudanças após a reunião com a Raízen.

“Se a gente ver que o problema das queimadas persiste, poderíamos fazer um trabalho junto ao Ministério Público e ao Gaeco de Piracicaba para resolver essa situação de forma judicial. A população não pode pagar o preço”, afirmou.

Com tempo seco, queimadas se tornaram comum nas últimas semanas na cidade – Foto: Ernesto Rodrigues / O Liberal

A Prefeitura de Santa Bárbara já havia dito que cogitava tomar medidas judiciais para resolver as queimadas.

Em nota à reportagem, o Executivo ressaltou outra vez que tem cobrado e conversado com todos os envolvidos, voltando a citar reunião com a Raízen, DER, CPFL, Autoban, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, para que um trabalho em conjunto seja realizado visando o combate aos incêndios.

“A fiscalização de todo o território barbarense, muito extenso, é um grande desafio. A Prefeitura – por meio da Defesa Civil e do Grupo de Proteção Ambiental da Guarda Municipal – auxilia no combate e prevenção a incêndios desse tipo”, encerra.

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Segundo nota do major Comandante Carmo Augusto de Oliveira Vasques, do 5º Batalhão da PMA (Polícia Militar Ambiental), em junho e julho deste ano, Santa Bárbara registrou oito focos de fogo.

Dos focos registrados, um responsável foi identificado e foi multado em mais de R$ 94 mil . “Outros focos identificados no fim de semana de 17 e 18 de julho, deverão ser fiscalizados em breve”.

Por fim, Vasques destaca que “apesar do sistema consolidado de identificação de focos de incêndio, é importante a participação popular na preservação ambiental”, inclusive fornecendo dados e informações à PMA , que pode ser acionada pelos telefones 3062-1182 e 3790-1420.

Incêndio de grandes proporções atingiu canaviais no início do mês – Foto: Ernesto Rodrigues / O Liberal

Questionada, a Raízen disse que investe em ações de prevenção, monitoramento permanente e combate a incêndios acidentais e conta com mais de 80 caminhões pipa, 1.700 brigadistas e 315 colaboradores.

A empresa diz que em Santa Bárbara, onde tem canaviais, monitora as áreas agrícolas com veículos de ronda 24 horas por dia. “Investimos em aceiro entre os carreadores de cana para dificultar a propagação do fogo e facilitar a ação dos nossos brigadistas no combate ao fogo”.

Quatro caminhões ficam de plantão na região. A nota aponta ainda que é feito monitoramento climático de vento e umidade para entender as localidades com mais criticidade e de maior risco, depois disso, são implementadas ações de limpeza de aceiros das matas”.

A Raizen disponibiliza um telefone para casos de incêndio, via 0800 770 2233.

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