Meche ‘desaparece’ após ser flagrado com cocaína em S.Bárbara

Integrantes do PSDB e até assessores não conseguiram falar com o parlamentar


Colegas de partido e assessores do vereador Marschelo Meche (PSDB), de Americana, não conseguem contato com ele desde segunda-feira, quando veio à tona que o parlamentar foi flagrado com duas porções de cocaína em um quarto de motel no Jardim Gerivá, em Santa Bárbara d’Oeste, no último domingo.

Na ocasião, a PM (Polícia Militar) foi acionada pela recepcionista do motel após Meche começar a gritar dentro do quarto. Ele foi encontrado “caído ao lado da cama falando frases desconexas” e o interior do imóvel “apresentava danos”, segundo o histórico do termo circunstanciado.

Os vereadores que compõem a bancada tucana na câmara ao lado de Meche, Rafael Macris (PSDB) e Thiago Brochi (PSDB), disseram que não tiveram contato com o colega após a divulgação do caso. O parlamentar não apareceu na Casa para trabalhar.

“Nós somos vereadores, claro que amigos deles também. É meu amigo pessoal. O que ele precisar, pelo menos da minha parte, estou à disposição para ajudá-lo. Momento muito difícil. Eu tentei falar com ele, mas infelizmente não consegui”, comentou Brochi.

Rafael lamentou a situação e disse que espera que Meche se recupere. “Assim como vocês, também fiquei impactado com a notícia”, disse o vereador.

O presidente do PSDB na cidade, o vice-prefeito Roger Willians, afirmou que não cabe ao partido fiscalizar a conduta do parlamentar fora de sua função pública. “Ainda mais quando falamos de uma doença tão grave como essa e, claro, suas eventuais consequências”, explicou.

Entretanto, Roger reforçou que o partido tem suplentes imediatos que “estão aptos e prontos para representar a cadeira do partido em caso de novo afastamento do vereador”.

O LIBERAL apurou que dois assessores de Meche não conseguem contato direto com ele, e foram informados por familiares que o vereador “está bem”. A reportagem entrou em contato com a mãe do tucano, que preferiu não conceder entrevista. Meche não atendeu as ligações da reportagem, nem respondeu pelo WhatsApp. O parlamentar teria retomado o acompanhamento psicológico há um mês para tratar da depressão.

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da câmara, Welington Rezende (PRP), afirmou que o grupo só tomaria alguma atitude para analisar o caso se houvesse denúncia por parte de algum vereador, o que não ocorreu até o momento.

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