Cauê assume como governador e vem a Americana anunciar verba

Com viagens de João Doria e Rodrigo Garcia, presidente da Alesp torna-se o primeiro americanense a assumir cargo de governador do Estado de São Paulo


O deputado estadual e presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), Cauê Macris (PSDB), assume hoje o posto de governador do Estado de São Paulo.

É a primeira vez que um político americanense ocupará o mais alto cargo do Estado mais rico do País. Nesta segunda-feira, o tucano faz anúncios de verba pela RPT (Região do Polo Têxtil), inclusive em Americana.

Foto: Divulgação
“Nunca imaginei que um dia eu pudesse sentar na cadeira do governador”, disse Cauê Macris

Cauê ficará no cargo de domingo até quinta-feira em virtude de viagens internacionais. O governador João Doria (PSDB), que teve em Cauê um de seus principais aliados e articuladores políticos durante a campanha de 2018, viaja para o Japão.

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Já o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) estará em compromissos oficiais em Cingapura.
Cauê, de 36 anos, assume a cadeira mais importante do Palácio dos Bandeirantes por ser o presidente da Alesp.

O tucano foi reeleito para a função em março deste ano graças ao apoio de governistas e de parte da esquerda, tendo como principal adversária a deputada Janaína Paschoal (PSL).

“Desde que iniciei minha trajetória, confesso que nunca imaginei que um dia eu pudesse sentar na cadeira do governador e governar, que seja por um período pequeno, mas governar o Estado de São Paulo”, disse Cauê ao LIBERAL.

“Hoje administro a maior assembleia legislativa do Brasil, mas administrar o maior Estado do Brasil é uma grande responsabilidade e um grande desafio para mim”, admitiu.

O convênio que será assinado na Gama foi intermediado pelo próprio tucano, no valor de R$ 400 mil, para compra de equipamentos.

Em Americana, pela manhã, o governador em exercício deve descerrar placas de três obras, entre elas, o Caps do Jardim das Orquídeas.

“No primeiro dia útil que eu estivesse como governador, a minha vontade, é claro, é ir na minha terra natal”, comentou. “Não posso estar com a caneta de governador na mão e não anunciar nada para a minha cidade”, brincou.

Após a passagem por Americana pela manhã, Cauê fará assinaturas de verbas e convênios em Nova Odessa, com a prefeitura, e em Santa Bárbara d’Oeste, com a Casa da Criança e a Apae. O tucano também vai autorizar repasses para obras de infraestrutura em Hortolândia.

“É um orgulho para mim, como pai e político, ver meu filho cumprindo seu papel como líder do Estado, assumindo o governo estadual interinamente com diversas missões que certamente irá desempenhar com competência”, disse o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB).

Durante os cinco dias, o governador terá agenda extensa de compromissos institucionais, que envolve sanções de leis e assinaturas de convênios.

Cauê acredita que tal fato reforça a relação de confiança que foi construída com Doria desde o ano passado.

“Qualquer ação que eu quiser eu posso tomar, não pode me impedir porque eu serei o governador naquele momento. Claro, existe uma confiança muito grande tanto dele quanto do vice de se ausentarem do País por agendas importantes e deixarem eu assumir o governo. A confiança fica muito clara e evidente. Não vou tomar nenhuma medida que não esteja em sintonia, dentro da programação daquilo que ele entende como governador de fato do Estado”, explicou Cauê.

Ao LIBERAL, Doria disse que o movimento é visto com “tranquilidade”. “Por se tratar de uma pessoa consciente, zelosa, bom parlamentar, absolutamente integrado com as políticas do nosso governo. E é exatamente a sua função. Na ausência do governador, assume o presidente da Alesp. Trabalho conjunto que harmoniza ainda mais o poder Legislativo com o poder Executivo”. (Colaborou Bruno Moreira).

HISTÓRIA

Pai de Cauê, o hoje deputado federal Vanderlei Macris (PSDB) quase se viu no Palácio dos Bandeirantes por duas oportunidades entre 2000 e 2001, durante o governo Mário Covas (PSDB), quando era presidente da Assembleia Legislativa.

Em junho de 2000, Macris se tornou o primeiro na linha sucessória quando o então vice-governador Geraldo Alckmin (PSDB) deixou o posto para concorrer às eleições à Prefeitura de São Paulo.

Na época, o governo lidava com a saúde abalada do governador Mário Covas, diagnosticado com um câncer na meninge, que cogitava se afastar para tratar a doença.

O afastamento de Covas ocorreu apenas em janeiro de 2001. Derrotado nas eleições, Alckmin já havia retornado à linha de sucessão à frente de Macris e assumiu o governo interinamente, tendo o tucano de Americana como uma espécie de “vice”. Dois meses depois, no dia 6 de março de 2001, Covas faleceu.

Vanderlei Macris nunca chegou a ser acionado pelo Palácio no período entre o afastamento de Covas e o fim de seu mandato como presidente da Assembleia, que se encerrou nove dias após a morte do governador.

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