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TEMPO

Região tem maio mais quente desde 1991, aponta Cepagri

Segundo centro de pesquisa, maio de 2024 registrou temperatura média de 23°C, acima dos 21,8° verificados em 2009, recorde até então

Por Gabriel Pitor

04 de junho de 2024, às 08h28

Pedestres sob o sol na Avenida Brasil, em Americana - Foto: Marcelo Rocha/Liberal

A RMC (Região Metropolitana de Campinas), da qual Americana e os demais municípios da RPT (Região do Polo Têxtil) fazem parte, teve o mês de maio mais quente desde 1991.

O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp, que possui uma estação meteorológica com medição regional no distrito de Barão Geraldo, em Campinas.

De acordo com a base de dados do centro de pesquisa, maio de 2024 registrou temperatura média de 23°C, acima dos 21,8°C verificados em 2009, o recorde até então. Além disso, de 1991 a 2023, a temperatura média para o mês ficou em 20°C, ou seja, neste ano a média alcançou 3°C acima do que geralmente é registrado em maio.

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“Foi o mês de 2024 que registrou as maiores anomalias de temperatura. Os primeiros dias do mês foram de recordes absolutos de temperaturas para maio, em relação à série de dados do Cepagri, e, no dia 4, foi registrada a maior temperatura de maio desde 1989: 33,3ºC. A última semana do mês, no entanto, veio com mudanças bruscas, revertendo a situação atmosférica”, apontou o Cepagri.

Chuvas

A mudança no tempo nos últimos 10 dias de maio fez com que a RMC não batesse o recorde negativo de quantidade de chuva. Ao todo, segundo o centro de pesquisa, foram 88,1 mm de precipitação, acima da média para o mês desde 1991 e um dos maiores da série histórica.

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Mesmo assim, não foi suficiente para diminuir a temperatura média, justamente por conta dos primeiros 23 dias do mês, que foram de calor fora do normal para a época do ano.

Ainda de acordo com o Cepagri, há “altíssima probabilidade” de que junho também tenha temperaturas superiores ao comum para o mês, bem como 50% a 60% de chances de que o acumulado mensal de chuva fique abaixo da média na região.

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“Embora o fenômeno ‘El Niño’ esteja se desconfigurando, ainda assim deverá manter uma influência residual nas temperaturas, favorecendo médias mais elevadas, o que deverá ocorrer principalmente devido à menor frequência da passagem de frentes frias”, pontuou.

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