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Região

Número de prisões cresce 33% nas cidades da Região do Polo Têxtil

Entre os meses de janeiro e abril deste ano, 1.255 pessoas foram presas em flagrante ou por mandado na RPT, contra 946 no mesmo período do ano passado

Por Walter Duarte

23 de junho de 2019, às 08h48

As forças de segurança da RPT (Região do Polo Têxtil) realizaram entre janeiro e abril deste ano um número de prisões 33% maior do que no mesmo período ano passado. Foram 1.255 pessoas presas em flagrante ou por mandado nos quatro primeiros meses de 2019. Em 2018, esse número foi de 946.

As prisões em flagrante ocorrem quando a PM (Polícia Militar) ou as Guardas Municipais detêm o autor de um crime logo após a ocorrência. Nesses casos, o detido passa por uma audiência de custódia, em que o Judiciário decide se aquela pessoa aguardará presa ou em liberdade o julgamento pelo delito.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
“O trabalho de inteligência da Polícia Civil foi intensificado”, afirma a delegada

Já as detenções por mandado podem ser feitas, também, pela Polícia Civil e ocorrem por determinação judicial. As modalidades previstas são: temporária (com prazo estabelecido, geralmente para concluir uma investigação), preventiva (por tempo indeterminado), por condenação (definitiva ou em segunda instância) ou mesmo civil (por dívida de pensão alimentícia).

Nas cinco cidades da RPT houve crescimento no número de prisões. Hortolândia (63%) e Santa Bárbara d’Oeste (46%) tiveram os maiores aumentos. Americana (3%) e Nova Odessa (15%), os menores.

Para a delegada Martha Rocha, que comanda a Seccional de Americana da Polícia Civil, o trabalho de inteligência é um dos fatores determinantes para que mais prisões aconteçam.

“O trabalho de inteligência da Polícia Civil foi intensificado, buscando novas metas de trabalho. Não podemos deixar de salientar a importância da parceria da Polícia Militar e das guardas municipais”, disse.

O tenente-coronel da PM Luiz Horácio Raposo Borges de Moraes, comandante do 19º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), também relaciona os números a uma mudança na fiscalização de trânsito.

“Houve uma diminuição na apreensão de veículos. Estamos numa nova forma de atuação em relação a isso, o que acaba liberando as viaturas para o patrulhamento ostensivo, resultando em mais prisões em flagrante e também de procurados, na medida que isso aumenta a possibilidade de as equipes realizarem um maior número de buscas pessoais”, completou.

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