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COVID-19

Prefeitura não vai definir expediente fixo para lojas em Americana, diz Omar

Ao LIBERAL, prefeito disse que estabelecimentos devem apenas funcionar por 4 horas; outras cidades definiram faixa de horário de abertura

Por André Rossi

30 Maio 2020 às 17:18 • Última atualização 31 Maio 2020 às 07:14

O prefeito Omar Najar (MDB) disse ao LIBERAL, nesta sexta-feira (29), que a prefeitura não irá estipular em Americana um horário fixo de expediente para que comércios, escritórios e imobiliárias passem a funcionar, de acordo com o plano de retomada na quarentena contra o novo coronavírus (Covid-19).

Nesta sexta, a prefeitura confirmou ao LIBERAL que os estabelecimentos poderão funcionar a partir desta segunda-feira (1º) por um período de quatro horas, diferente de outras cidades, como Santa Bárbara e Sumaré, que definiram uma faixa de horário. Ou seja, em Americana o lojista poderá definir o horário que lhe for mais conveniente.

“Isso vai ser conversado com cada comerciante. Cada um tem a liberdade de abrir e fechar durante as quatro horas. Não vou forçar ninguém e falar ‘tem que ser esse horário’. Cada um pode utilizar o horário que é mais interessante para ele”, disse Omar à reportagem, nesta sexta.

Movimento no calçadão central de Americana – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

A decisão foi vista com bons olhos pelo presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana), Wagner Armbruster, que pede que os comerciantes respeitem o limite de quatro horas.

“Outras prefeituras de cidades vizinhas decretaram horário ‘x’. Americana deixou aberto justamente para a gente poder fazer esse ajuste”, comentou Wagner.

“Se espera que o comerciante tenha boa fé de seguir esse horário. De repente alguém fica 5 horas, 6 horas. Se isto acontecer, vai ser um problema e vai acarretar num retrocesso do processo [de flexibilização]”, afirmou o presidente da Acia.

Reabertura
As lojas de rua, escritórios e imobiliárias de Americana poderão funcionar quatro horas por dia e com capacidade de atendimento limitada a 20% a partir de segunda-feira.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira pela prefeitura e segue os parâmetros definidos pelo Governo do Estado.

O decreto municipal regulamentando a medida é previsto para ser publicado neste sábado (30), em edição extraordinária do Diário Oficial. Até as 17h, entretanto, não havia publicação.

Americana faz parte da região do DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas, que está na fase 2 do “Plano São Paulo”. A reabertura gradual nesta etapa prevê a liberação de funcionamento de escritórios, comércio, shoppings (ou galerias), concessionárias e imobiliárias.

Além do horário de funcionamento e da capacidade reduzida, os comerciantes deverão seguir os protocolos de segurança definidos pelo Estado. O uso de máscaras por funcionários e clientes é obrigatório.

Apesar da retomada de boa parte do comércio central a partir de segunda, a prefeitura disse que o serviço de Área Azul continuará suspenso temporariamente. A cobrança foi interrompida no dia 2 de abril por conta de boa parte das lojas estarem fechadas.

Já no transporte coletivo, a administração informou que a Sou Americana terá ônibus extras para atender os locais “onde houver aumento do número de passageiros”. Não foram informados quais linhas receberão o reforço porque isso dependerá do fluxo registrado.

“Passados os primeiros dias, depois de avaliado o impacto que a volta ao trabalho irá ter no transporte público, serão definidos novos horários ou aumento de veículos em determinados horários”, informou a prefeitura.

Podcast Além da Capa
O novo coronavírus representa um desafio para a estrutura de saúde de Americana, assim como outros municípios da RPT (Região do Polo Têxtil), mas não é o primeiro a ser encarado. H1N1, dengue, malária, febre maculosa. Outras doenças também modificaram rotinas, exigiram cuidados além do trivial – ainda que não tenha havido quarentena, como agora – e servem de experiência para traçar paralelos com o atual cenário. Nesse episódio, o editor Bruno Moreira conversa com a repórter Marina Zanaki, que assina uma série de reportagens sobre outras epidemias em Americana.