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Covid-19

Internações por coronavírus voltam ao pico da segunda onda em Americana

Cidade tinha 183 leitos ocupados nesta terça-feira, segundo dados da prefeitura; número só havia sido registrado nos piores dias da pandemia, entre março e abril

Por Marina Zanaki

09 jun 2021 às 07:58 • Última atualização 09 jun 2021 às 10:18

As internações pelo novo coronavírus (Covid-19) nos hospitais de Americana voltaram ao patamar do final de março e início de abril, quando foi registrado o pico da segunda onda. Entre suspeitos e confirmados, 183 pessoas estão internadas nesta terça-feira no Hospital Municipal, São Lucas, São Francisco e Unimed. Desse total, 90 estão em leitos com respiradores e 93 em enfermarias.

O número recorde de internados foi em 31 de março, com 191 pacientes. Quando foi anunciada a fase emergencial, mais restritiva que a vermelha, Americana tinha 115 internados. Ou seja, o recorde de internados da pandemia ocorreu após duas semanas de restrições, e a cidade já está próxima desse número, mas por enquanto não tem prevista nenhuma medida para contenção da circulação.

Infectologista que atua na rede privada, Arnaldo Gouveia Junior revelou que os hospitais particulares de Americana já estão enviando pacientes para outros municípios, como Campinas e São Paulo.

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O médico calcula que 80% dos internados têm menos de 60 anos, e que a faixa com mais hospitalizações está entre 35 e 45 anos. Ele credita o cenário a um efeito da vacinação.

“O idoso quando ficava ruim, em uma semana já tinha definido se ia ficar bom ou não. O pessoal mais novo é resistente, vai para a UTI e a maior parte tem resultado melhor que idosos. Mas ficam um mês, um mês e meio internados, então leito de UTI não roda, acumula e não tem mais onde pôr”, disse o médico.

O impacto dos hospitais sobrecarregados começa a ser sentido em outras áreas além da Covid, já que os recursos precisam ser mobilizados. Nas duas últimas semanas, foram abertos 20 novos leitos para Covid na cidade, saltando de 170 para 190 vagas.

“Pessoas com acidente vascular cerebral, infarto, que precisa de cirurgia, ficam com dificuldade para obter vaga”, explicou o infectologista.

Restrições

Membro do Comitê de Crise da Prefeitura de Americana, Arnaldo lembrou que as restrições demoram duas semanas para fazer efeito.

“Restrições (deveria) na verdade desde a semana passada. Mas não sei como a sociedade civil vai aceitar isso por questões econômicas, mas estamos no pico de novo, com certeza vai ter outros episódios como esse. Mesmo se fizer restrição agora, o impacto é daqui duas semanas”, disse Arnaldo.

O prefeito Chico Sardelli (PV) declarou nesta terça-feira que descarta adotar restrições na cidade.

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“O comitê tem que ser provocado, e essa semana ainda não foi chamado, estamos aguardando convocação por parte do gabinete do prefeito. Mas tem o Secretário de Saúde (Danilo Oliveira) observando, bastante preocupado. Mas não adianta Americana parar sozinha, está lotado também em Santa Bárbara d’Oeste e Nova Odessa, é conturbado, o que torna tudo mais difícil”, finalizou o infectologista.

A ocupação de UTI no Departamento Regional de Campinas, que serve de parâmetro para as reclassificações do Estado de São Paulo, está em 78,9% nesta terça-feira. O limite para fase vermelha é 80%. A fase de transição tem duração até o dia 13 de junho, e há a expectativa de novos anúncios esta semana.

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