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Covid-19

Especialista alerta para variantes da Covid-19 na região

Até o momento, nenhum município foi informado de teste positivo para variações do novo coronavírus, mas infectologista fala sobre alto risco na região de Campinas

Por Marina Zanaki

11 fev 2021 às 08:31 • Última atualização 11 fev 2021 às 08:32

Características da região de Campinas fazem com que seja muito provável que novas variantes do coronavírus (Covid-19) já estejam circulando. A avaliação é do infectologista André Giglio Bueno, do Observatório da PUC-Campinas, que acompanha o desenvolvimento da pandemia na região.
Para ele, a presença do Aeroporto Internacional de Viracopos, de grandes empresas e o intenso fluxo de viajantes facilitam a inserção de novas variantes do vírus.

“É provável que esteja circulando na região, inicialmente em proporção pequena e por ora talvez não consiga mudar o cenário, mas a preocupação é justamente essa: ter um repasto da cepa circulante, uma troca, e aí tem predominância das cepas mais transmissíveis”, disse o médico.

Nenhuma cidade da região identificou variantes, mas o médico avalia que o que falta para identificar é aumentar a testagem das amostras. “Não tem uma estrutura robusta pra fazer a detecção, dependeria de sequenciar uma amostra maior de vírus. Só não achou ainda porque não consegue procurar muito”, disse o infectologista.

No Estado de São Paulo foram identificados cinco casos da variante do Amazonas, apontada como uma das responsáveis pelo colapso do sistema de saúde naquele Estado. Em janeiro foram confirmados dois casos da variante inglesa em São Paulo. Os sequenciamentos genéticos foram feitos pelo Instituto Adolfo Lutz.

A Secretaria de Estado da Saúde foi questionada, mas não informou se tem realizado rastreio de variantes e nem qual o critério para realizar o sequenciamento genético no Instituto Adolfo Lutz – aleatório ou mediante histórico de viagem, por exemplo. Mas os casos identificados relataram ao serviço de saúde essa relação anterior com os locais de origem das variantes.

Coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Nova Odessa, Paula Mestriner afirma que o município não enviou nenhuma amostra para um sequenciamento genético pois não recebeu nenhum relato de viagem recente.

“Não detectamos essa circulação ainda. Mas como os sintomas são os mesmos, a equipe médica não tem como fazer essa diferenciação no consultório, apenas o sequenciamento genético pelo Adolfo Lutz. Até o momento, ninguém que nos procurou informou ter viajado ao Norte do País, então não foi necessário pedir essa análise ao laboratório de referência”, afirmou.

As prefeituras de Americana e Santa Bárbara disseram que não receberam até o momento nenhum exame que apontasse variante do coronavírus, mas não responderam se alguma amostra foi testada.

Sumaré não respondeu e Hortolândia orientou a reportagem a procurar a Secretaria de Estado da Saúde.

Testes
Diante da circulação da variante do Amazonas no Estado de São Paulo, o Centro de Contingência orientou que quem for viajar no Carnaval realize antes um exame RT-PCR. A medida é uma forma de tentar evitar acelerar a circulação do vírus e da nova variante, que tem maior capacidade de transmissão.

Caso o exame tenha sido negativo e a viagem for mantida, a recomendação é que ao retornar a pessoa passe pelo menos uma semana isolado do contato com idosos e pessoas com comorbidades.

As outras recomendações do Centro de Contingência para o Carnaval são não participar de eventos, aglomerações, festas e baladas; uso de praias somente para atividades físicas individuais, sem a presença de grupos e consumo de bebida alcoólica; uso de máscara e higienização das mãos.

O ponto facultativo do Carnaval foi cancelado no Estado de São Paulo, mas na prática as prefeituras têm autonomia para definir se acatam ou não a decisão.

O Plano São Paulo proíbe aglomerações. Denúncias de festas e eventos podem ser feitas por meio do telefone 0800-7713541.

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