CPFL Renováveis quer usina autônoma

Projeto prevê que unidade consiga regular necessidade de aumentar ou reduzir geração, sem necessidade de controle externo


O simples ato de acender uma lâmpada por meio de um interruptor continua o mesmo há décadas. Contudo, o processo para fazer com que a energia chegue à população passou por transformações – e pode ser ainda mais modernizado em um futuro próximo por meio de um projeto que prevê o funcionamento autônomo das usinas.

De acordo com o superintendente de Operação e Manutenção, Flávio Ribeiro, a CPFL Renováveis fará um investimento de cerca de R$ 1 milhão na modernização de 40 usinas hidrelétricas, incluindo Americana.

Foto: Divulgação
Em Jundiaí, controla todos os processos de usinas

A novidade consiste em tornar cada usina autônoma – atualmente, os processos são controlados por meio do COI (Centro de Operação Integrado), em Jundiaí. Ele acredita que até o ano que vem essa nova etapa da automatização já tenha chegado à unidade de Americana. A Assessoria de Imprensa da CPFL informou que o projeto está em fase de conclusão.

“A CPFL está investindo em sistema que vai dar um passo a mais, algo bastante inovador no Brasil. O objetivo é que a usina se opere de forma autônoma. Ela mesma vai identificar necessidade de gerar mais, enxergar necessidade de diminuir a geração e vai fazer tudo isso sozinha”, explicou Ribeiro.

TRAJETÓRIA

Desde 2001, a Usina Hidrelétrica de Americana foi automatizada. Com isso, as etapas de controle da geração de energia deixaram de ser realizadas manualmente e passaram a ser feitas por meio do COI.

É como se antes fosse necessário que um funcionário tocasse no equipamento para sentir se estava quente e agora a temperatura sendo medida com precisão por um termômetro. A comparação é do supervisor da Usina Hidrelétrica de Americana, Michel Semensato Simões.

Além da precisão no processo e agilidade nos ajustes necessários, melhorando a produtividade, a automatização também possibilitou que a energia gerada em Americana passasse a integrar o sistema nacional de distribuição. Assim, a eletricidade produzida na cidade não necessariamente fica aqui – da mesma forma, a região pode consumir energia produzida em outras usinas do país.

Outra mudança se refere à mão-de-obra. Antes, os ajustes relacionados à demanda de consumo da população da região demandavam funcionários à disposição 24 horas por dia. Por esse motivo, foram criadas as vilas de funcionários dentro das próprias usinas.

Hoje, esses controles são realizados à distância por funcionários que trabalham no COI, com mais segurança em relação à atividade realizada manualmente. Na Usina de Americana há atualmente cerca de dez funcionários atuando na manutenção, limpeza e conservação.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora