23 de Maio de 2020 Atualizado 10:17

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

COVID-19

Americana diz que vai retomar restrições ao comércio

Segmentos que haviam sido liberados para funcionar na cidade, como salões de beleza, terão de fechar as portas; prefeitura diz que Estado “erra”

Por André Rossi

31 mar 2020 às 21:28 • Última atualização 31 mar 2020 às 21:50

A Prefeitura de Americana anunciou nesta terça-feira (31) que vai revisar a flexibilização do comércio e seguir apenas o que for determinado pelo Governo do Estado de São Paulo e governo federal. Com isso, segmentos que haviam sido liberados para funcionar pelo decreto municipal de 27 de março, como salões de beleza, terão de fechar as portas, já que não são autorizados pelo Estado durante a quarentena que visa combater a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Clique aqui e se inscreva no nosso canal do Telegram e receba as notícias no seu celular!

O novo decreto será publicado pela prefeitura nesta quarta-feira (1º). Apesar da decisão, o Governo Omar Najar (MDB) afirma que o Estado “erra em sua postura”, pois acredita que o município “tem maior capacidade” de identificar as necessidades e especificidades locais.

“O Estado erra ao tratar todos os municípios por igual e certamente terá de seguir revendo seus posicionamentos, enquanto impede que os municípios regulamentem suas decisões, que geram sempre mais dúvidas do que certezas”, traz a nota da prefeitura.

Podcast: Sete edições do Além da Capa para ouvir durante a quarentena

O exemplo citado é o fato de pet shops para banho e tosa poderem funcionar, de acordo com o decreto estadual, enquanto salões de beleza e barbearias não podem. “(…) pois não se leva em conta que corte de cabelos e afins também são uma questão de higiene pessoal”, argumentou a administração municipal.

A prefeitura reforçou que o Comitê de Gestão de Crise sempre se baseou em recomendações apontadas pelos técnicos que compõem a mesma. O fato da cidade ter antecipado a necessidade de funcionamento de lojas de construção, por exemplo, foi citado, já que o Estado permitiu posteriormente a atividade desse segmento.

Saiba tudo sobre o coronavírus, o que ele provoca e como se prevenir

“Estes serviços, sem estarem regulamentados, vão seguir ocorrendo na clandestinidade e sem nenhum acompanhamento. O objetivo do município foi de regular um serviço e evitar que ele ocorresse sem supervisão”, comentou a prefeitura.

De acordo com o decreto de quarentena estadual, podem funcionar os seguintes comércios:

  • Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e serviços de limpeza e hotéis;
  • Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, bem como os serviços de entrega (delivery) e aqueles que permitem a compra sem sair do carro (drive thru) em bares, restaurantes e padarias;
  • Abastecimento: transportadoras, armazéns, postos de combustíveis, oficinas de veículos automotores, transporte público, táxis, aplicativos de transporte, serviços de call center, pet shops e bancas de jornais;
  • Segurança: serviços de segurança privada;
  • Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.