Pets robôs podem ajudar autistas e idosos com demência

Instituto do Cérebro aposta em sete animais robóticos, que ajudam os humanos a partir da estimulação de habilidades motoras


A tecnologia chegou ao Brasil em formato de pet. Os pets robôs começaram a ser testados pelo Instituto do Cérebro Marcella Bianca como um objeto que, segundo pesquisas comprovadas, reduzem o estresse, a agitação, ansiedade, isolamento social e expressão de tristeza em idosos e autistas.

Foto: Divulgação
Pets robôs já são usados em outros países

Isso acontece por que eles substituem os pets reais durante a Terapia Assistida por Animais em locais em que os bichinhos não podem entrar. “Ele proporciona bem-estar, qualidade de vida, companheirismo e interação com o ambiente, além de contribuir para o resgate da vivacidade e habilidades motoras devido ao estímulo da interação com o animal através do acariciamento”, esclarece Marcella Bianca.

A neuropsicóloga decidiu investir no produto e trazer a novidade para o Brasil após o Congresso Internacional da Associação de Alzheimer debater, entre outros temas, os benefícios dos pets robôs no tratamento de pessoas com demências e autismo, em julho deste ano. A tecnologia já está disponível em vários países.

O Instituto do Cérebro agora dispõe de sete animais robóticos entre cães e gatos. A tecnologia do produto permite a interação através da percepção da presença de alguém no ambiente, na voz quando o chamam e nos sensores táteis. A meta é expandir o acesso aos pets robôs para profissionais da saúde, associações e casas de repouso que tenham interesse, além de realizar as terapias com os pacientes do instituto.

* Estagiária Maíra Torres sob supervisão de Talita Bristotti

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