Nova moto da BMW mantém legado e tradição

Motocicleta é topo de linha e ganhou suavidade, tecnologia e conforto; versão GS Premium, a mais simples vendida no Brasil, tem preço de R$ 82.950


A gama de motocicletas da BMW é bem curta. E isso faz com que a marca se dedique com bastante cuidado a cada modelo. Sem dúvida, a mais importante de todas é a topo de linha da gama de motos aventureiras. Por isso, a chegada ao Brasil da nova R 1250 GS, que substituiu a R 1200 GS, é um momento crítico para a marca.

Inclusive porque as duas versões do modelo, GS e GS Adventure, representam juntas 40% das vendas de motocicletas da marca no Brasil e as concessionárias ficaram quase todo o primeiro semestre – de janeiro a maio sem receber novas unidades.

Em 2018, foram emplacadas pouco mais de 3 mil unidades, sendo 1.635 da GS e 1.391 da GS Adventure. A expectativa da marca é que a chegada da nova R 1250 GS provoque um aumento de 20% nas vendas, o que ampliaria ainda mais a liderança do modelo no segmento.

Foto: Divulgação
BMW R 1250 GS

A BMW R 1250 GS tem duas versões, GS Standard e GS Adventure, e dois pacotes de equipamentos, Sport e Premium, sempre com padrão de acabamento, HP, que inclui cobertura da roda dianteira e rodas raiadas em dourado. Por enquanto, estão à venda a GS Premium, por R$ 82.950, e a GS Adventure Premium, por R$ 95.950.

O modelo Standard com pacote Sport passa a ser oferecido em setembro apenas para a versão GS Standard. Com ele, o preço da R 1250 GS fica no total de R$ 69.950.

A distância entre os preços das versões é justificada pela grande diferença de equipamentos e vários detalhes estéticos, como aspecto de motor e de escape. Mesmo sendo bem mais barata que as demais, a versão Standard Sport tem uma boa carga de eletrônica.

Ela traz computador de bordo, controle eletrônico de estabilidade, ABS, iluminação full led, painel digital com conexão com celular, rodas de liga leve, controle de cruzeiro, luz diurna, monitoramento de pressão dos pneus e protetores de mão.

A versão seguinte, Standard Premium, acrescenta por R$ 13 mil chave presencial, faróis de chuva em led, ajuste eletrônico da suspensão, controle dinâmico de tração, freio ABS com controle de inclinação em partida e manoplas com aquecimento, modos de condução e rodas raiadas.

A versão de topo, a Adventure, vem necessariamente o pacote Premium. Ela também acrescenta R$ 13 mil ao preço final e se caracteriza por trazer um tanque de combustível com capacidade para 10 litros a mais – chega a 30 , suporte para baú e para malas laterais, para-brisa ajustável, assento ajustável em altura e protetor de cárter e de motor.

Foto: Divulgação
BMW R 1250 GS

Além de toda a revisão da parte visual, a nova linha R 1250 GS passou por mudanças, principalmente, no motor. O motor boxer de dois cilindros aumentou a capacidade volumétrica. Passou de 1.170 cm³ para 1.254 cm³. Para chegar aí, o pistão teve diâmetro aumentado em 1% e o curso em 4%, para privilegiar o torque. Por conta dessa mudança, o virabrequim também é novo.

O comando de cada cilindro agora passa a contar com o sistema shiftcam, que tem abertura da válvula de admissão com duas fases diferentes. Quando abre por menos tempo, ganha torque em baixos giros. Se a válvula fica mais tempo aberta, há aumento de torque em rotações mais altas.

Foto: Divulgação
BMW R 1250 GS

O resultado é um aumento de 9% na potência, de 125 para 136 cv, e de 15% no torque, passando de 12,7 para 14,6 kgfm. A transmissão é de seis velocidades e a transmissão final por cardã foi mantida.

A lubrificação do motor também foi aprimorada, com dutos de sentido único, que cria uma reserva de segurança no cárter, independentemente da inclinação da moto.

Para melhorar o fluxo de saída de gases, a BMW redesenhou a curva de escape próximo ao coletor, o que forçou a modificar ligeiramente o chassi. Com isso, o entre-eixos foi aumentado em cerca de 7 mm tanto na versão GS quanto na GS Adventure – que já são diferentes. Por conta do tanque maior e mais pesado, a suspensão dianteira da Adventure é um menos inclinado, o que reduz o ângulo de cáster e deixou o entre-eixos 10 mm menor.

Primeiras impressões

A linha GS, do alemão Gelände/Strasse para terra/estrada, começou em 1980 e desde então vem sendo aperfeiçoada pela BMW. Isso significa que, por mais que os engenheiros da marca se debrucem sobre o projeto da motocicleta, é difícil mudar muita coisa no modelo sem se arriscar em estragar o que está bom.

Por isso, as opções da marca foi a mesma das últimas vezes: aumentar o tamanho e a potência do motor boxer, buscar manter o excelente equilíbrio dinâmico do chassi e ampliar o conforto para os ocupantes. O ganho de potência e torque são bem-vindos, mas não era um problema na antiga R 1200 GS. O chassi mal foi mexido. Foi apenas adaptado ao novo desenho da saída de escape. Já em relacão ao conforto houve um ganha mais perceptível.

A adoção de comandos variáveis na admissão tornou o R 1250 GS extremamente suave, com acelerações progressivas e homogêneas. O nível de vibrações também ficou menor. O que também incrementou o conforto é a oferta de diversos assentos e alturas para os consumidores. A altura do assento vai de 80 cm a 90 cm, incluindo aí bancos diferentes, regulagens e até modificação na suspensão.O painel em TFT tem leitura limpa, com qualquer nível de luminosidade.

Navegar nas funções é relativamente simples, pois tudo tem uma lógica bastante intuitiva. E a posição de pilotagem é muito confortável. E, dependendo da altura do assento, ela fica mais agradável para uma ou outra utilização.

Na regulagem mais baixa, é mais agradável para o uso na cidade, quando se tem de colocar o pé no chão toda hora. A mais alta e melhor para o uso na estrada e no fora de estrada. E é para estes dois ambientes que a GS foi pensada. Ela roda macio no asfalto e, embora um pouco rígida na hora de filtrar os buracos, tem um equilíbrio excepcional na terra.

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