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Turismo

Roteiro de Júlio Verne é uma experiência inesquecível para aventureiros

Para os espíritos mais aventureiros, o livro 'Volta ao Mundo em 80 Dias' pode se tornar uma inspiração para conhecer locais até então inexplorados

Por Gemma Macellaro_Agencia NB

20 de fevereiro de 2024, às 08h06 • Última atualização em 20 de fevereiro de 2024, às 08h07

Sucesso da literatura mundial, Volta ao Mundo em 80 Dias conta a história da viagem do cavalheiro britânico Phileas Fogg e seu fiel criado Jean Passepartout, em sua destemida tentativa de ganhar uma aposta: durante um jogo de cartas com amigos, Fogg apostou 20 mil libras que conseguiria fazer a volta ao mundo em 80 dias, prazo considerado impossível em 1872.

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Para os espíritos mais aventureiros, o livro pode se tornar uma inspiração para conhecer locais até então inexplorados, assim como despertar a vontade de registrar e documentar a experiência para a eternidade, colocando pensamentos e emoções em um diário de bordo. Esse relato escrito tem o poder de eternizar momentos especiais, para que as aventuras tomem forma por meio de palavras que nunca mais serão esquecidas.

Júlio Verne narrou os personagens se embrenhando entre barcos, trens, trenós à vela e até sobre um elefante por uma floresta, enfrentando tempestades marítimas, fanáticos religiosos, sabotagens, ataques de índios e de lobos famintos, para realizar a ousada aventura. Refazer esse roteiro é uma experiência única, ainda mais quando imortalizada em um diário de bordo.

Se inspire nos pontos turísticos visitados por Fogg e Passepartout na Ásia

Munbai, Índia

Fogg e Passepartout começam a viagem pela Ásia por Mumbai após cruzarem o Canal e Suez num navio a vapor. Na época, a Índia estava sob domínio britânico e a cidade se chamava Bombaim. Os personagens visitaram a Ilha Elephanta e os templos locais, mostrando-se encantados com a cultura local. Localizada a 50 minutos de Bombaim por barco, a Ilha Elephanta abriga as milenares Grutas de Elefanta, com variados templos esculpidos nas rochas, ocupando o território de 60 mil quilômetros quadrados. As grutas estão classificadas como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, desde 1987. Estima-se que tenham sido construídas entre os séculos 5 e 8 e agrupam várias esculturas e um templo à Shiva.

Dali, Fogg e Passepartout seguiram para Calcutá, vivendo várias aventuras pelo caminho: viajaram em trens, em um elefante e resgataram a princesa Aouda, condenada à morte pela tradição local (seu marido havia morrido e era costume da época que a viúva morresse também) por quem Fogg se apaixonou.

Do Sudeste Asiático para a Ásia Oriental

Cingapura, Hong Kong, Yokohama: Os amigos aventureiros chegaram a Cingapura no dia 31 de outubro de 1872, a bordo do navio a vapor Rangoon, permanecendo ali apenas algumas horas. Mas foi o suficiente para eles darem uma volta pelas florestas e bosques, surpreendendo-se com a quantidade de mangas e macacos. Dali rumaram para Hong Kong, que ainda era um território inglês com um importante e movimentado porto comercial. Na cidade chinesa, Fogg e seu fiel amigo acabam se separando: o nobre cavalheiro inglês e a princesa Aouda perdem o navio que os levaria a Yokohama, no Japão, enquanto Passepartout consegue embarcar, deixando seu amo para trás. Fogg e a princesa chegam na cidade japonesa somente 24 horas depois. Yokohama, por sua vez, já era o maior porto do Japão e a segunda maior cidade do país. Fogg retrata a cidade como barulhenta, com cavalos, carruagens e uma população muito pobre. Localizada a apenas 30 minutos de Tóquio, Yokohama é hoje uma cidade moderna, conhecida por ter a maior Chinatown do mundo e pelo Jardim Sankei-en, um parque botânico que contém residências japonesas de diferentes épocas preservadas.

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