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Pet

Vermifugação dos pets não deve acontecer anualmente

O protocolo sofreu alteração e, agora, o indicado é que os animais façam exame antes de receber o vermífugo

Por Stela Pires

13 de novembro de 2023, às 07h28 • Última atualização em 13 de novembro de 2023, às 07h29

Antes de vermifugar o seu bichinho de estimação é necessário, agora, fazer exames para constatar parasitas - Foto: Adobe Stock

Reforço da vacinação anualmente, ração de boa qualidade, atividades físicas, idas periódicas ao veterinário, enriquecimento ambiental, dedicar tempo e atenção, são só alguns dos cuidados básicos que quem tem um pet já está ciente de que precisam acontecer e como devem ocorrer. Porém, a medicina veterinária avança a cada momento, e nem tudo que costumava seguir um determinado tipo de protocolo se mantêm, como é o caso da vermifugação dos animais.

Já se tornou rotineiro entre os tutores a conduta que foi ensinada durante muito tempo: a vermifugação deve acontecer anualmente para evitar os parasitas. Mas esse protocolo deixou de ser aconselhado pelos profissionais e a medicação só deve ser administrada depois da realização de um exame de fezes, conforme aponta a médica veterinária Joyce Magalhães, professora da Fam (Faculdade de Americana).

A mudança de protocolo aconteceu devido aos riscos que o medicamento pode oferecer ao pet. “O vermífugo causa efeitos colaterais. Em alguns casos há relatos que o vermífugo pode até provocar obstrução intestinal, então na verdade o que parece algo simples, pode se tornar um grande problema porque foi feito de maneira errada e sem a indicação”, explicou.

Entre os efeitos colaterais também estão náuseas, vômito, podendo provocar hipermotilidade e irritação do sistema gastrointestinal. “Então a gente submeter o animal aos efeitos colaterais da vermifugação sem ele estar parasitado deixa de ter sentido”, disse a professora.

O uso do vermífugo, portanto, deve ser indicado por um médico veterinário, mas os tutores também podem estar atentos aos sinais que uma verminose pode dar. Os sintomas mais comuns são: apatia, falta de apetite, diarréia, vômito e coloração da mucosa esbranquiçada.  

Dentre as parasitoses mais observadas estão a giárdia, ancilostomose e ascaris, além da dirofilariose, que é muito comum entre animais que frequentam a praia. O exame de fezes se torna imprescindível para identificação do parasita e a forma correta de tratamento. Quando não tratadas, as verminoses podem debilitar o animal e até mesmo levá-lo à morte. 

“É importante a gente sempre fazer esse acompanhamento porque esses parasitas acabam liberando toxinas dentro do corpo dos nossos pets e muda a permeabilidade intestinal e predispõe os animais a outras infecções. Mexe também com o sistema imunológico, e até com o próprio aproveitamento nutricional desses animais, o que esse animal come e o que ele aproveita”, destacou Joyce.

Vermifugação de filhotes

A primeira orientação quando se adota um animal filhote é a vermifugação imediata, sendo a primeira “dose” administrada ainda com 15 dias de vida do pet. Depois o reforço deve ser realizado ao completar um mês e, em alguns casos, que deveria acontecer mensalmente até o cachorro ou gato completar os seis meses de vida. 

Assim como os adultos, a indicação é que o exame de fezes seja realizado. “Acredito que o protocolo é sempre consultar um médico veterinário para que ele faça um protocolo personalizado dentro da realidade daquele pet para que seja um protocolo mais assertivo, e que realmente supra a necessidade daquele animal”, orientou Joyce.

Previna os parasitas

A médica veterinária aponta que existem maneiras para tentar evitar os parasitas. Alguns cuidados que podem ser tomados pelos tutores são: manter o ambiente em que o pet vive limpo e sempre coletar as fezes; evitar que o animal tenha contato com outros que sejam desconhecidos; e que seja ofertado ao pet água mineral filtrada. 

“Sempre trabalhar o equilíbrio do intestino, o fortalecimento do sistema imunológico, sempre mantendo uma boa alimentação e fazendo enriquecimento ambiental”, orientou.

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