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Gatos arranhando sofá: confira o porquê e dicas para redirecionar o comportamento

Os arranhões podem ser instintivos ou não; entenda

Por Stela Pires

26 de fevereiro de 2024, às 07h51

Móveis arranhados são comuns em casas que possuem gatos - Foto: Adobe Stock

Os gatos são animais de personalidade única, que os tornam apaixonantes, tanto que os fascinados pela espécie são chamados de “gateiros”. Apesar de suas características positivas, que levam uma legião de pessoas a adotarem os bichanos, os tutores de gatos enfrentam um desafio em comum: os arranhões em móveis.

Essa característica dos felinos pode ser motivo de preocupação para quem deseja preservar os móveis. O Nossos Pets conversou com a médica veterinária de pequenos animais Mariana Agnese Bortolazzo, para entender as razões por trás desse comportamento.

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“Os gatos possuem o hábito de arranhar principalmente devido ao seu instinto natural de marcação territorial, afiação das garras e de alongamento muscular”, explicou. Além disso, o arranhar também é uma forma de comunicação entre os felinos, que é capaz de deixar sinais visuais e olfativos em objetos arranhados.

A veterinária aponta, porém, que as arranhaduras podem estar ligadas não só ao instinto, elas podem ser desencadeadas por outras razões. Dentre elas estão o tédio, estresse, a necessidade de exercício e até mesmo o desconforto físico, como unhas muito compridas.

Os arranhões podem estragar os móveis da residência, mas não é aconselhável que os tutores procurem cessar o comportamento por completo, de acordo com Mariana. A recomendação é que o hábito seja redirecionado. 

“Cessar completamente pode levar a problemas comportamentais”, apontou a especialista. “Redirecionar os arranhões é uma maneira eficaz de resolver o problema”.

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A gratificação – adaptar o ambiente para as necessidades naturais do gato – pode ser uma forte aliada na solução. “É importante em casos de comportamento indesejado, como os arranhões”.

A adaptação inclui fornecer espaços elevados, esconderijos, brinquedos e áreas para arranhar, criando um ambiente enriquecido que estimule o comportamento adequado e reduza o estresse e, consequentemente, comportamentos indesejáveis.

É através da gatificação que os tutores devem redirecionar o comportamento de arranhar para albos específicos. “Recomenda-se fornecer vários arranhadores de diferentes texturas e alturas, localizados em áreas estratégicas da casa”, disse a veterinária. 

Além disso, ela aponta que o “reforço positivo” é importante. Os tutores podem elogiar e recompensar o gato quando ele usar os arranhadores corretamente. “É sempre muito importante para reforçar o comportamento desejado”.

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Mariana reforça que, caso o felino não aceite o arranhador, que seja oferecido tipos diferentes do brinquedo. No mercado há disponível em diferentes materiais, como sisal, carpete e papelão. 

Os gatos também podem ser atraídos ao brinquedo com petiscos para incentivar o uso do arranhador.

A prática de atividades e brincadeiras que remetem ao instinto natural do gato, como caça e perseguição, também pode ajudar a diminuir o hábito de arranhar, pois proporciona uma saída para a energia do gato.

“Sempre reforço a importância do acompanhamento de um médico veterinário de confiança, ele sempre irá de forma individual avaliar e indicar o melhor produto, manejo e recomendações para seu animal”, completou. 

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