12 de junho de 2021 Atualizado 21:25

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

MOTO

Yamaha lança R7 como entrada para universo das superesportivas

O modelo chega ao mercado europeu em junho e no norte-americano em outubro

Por Eduardo Rocha / Auto Press

05 jun 2021 às 08:40

Apesar de ter chegado ao mercado em 2015, a Yamaha ainda está explorando a grande elasticidade do motor CP2 689. O propulsor foi lançado para animar a naked média MT-07 e fez por merecer estar a bordo de um modelo designado como Master of Torque. Ele rende exatos 73,4 cv com 6,9 kgfm.

No Brasil, por conta da adequação à gasolina combinada com etanol, estes números sobem para 74,8 cv e 6,9 kgfm. O mesmo motor foi utilizado para embalar com grande sucesso a T7, ou Ténéré 700, que está nos planos da Yamaha do Brasil, mas atualmente enfrenta problemas de emissões de ruído.

A Yamaha adotou o CP2 também na nova R7, versão carenada na MT-07, que acaba de apresentar. O modelo chega ao mercado europeu em junho e no norte-americano em outubro.

Carenagem frontal combina clássica entrada de ar em formato de M da R1 com a luz embutida; frente tem nariz pouco pronunciado – Foto: Divulgação

A opção da Yamaha por aproveita a base da MT-07 tem a ver com uma mudança no conceito do mercado de esportivas de média cilindrada. Até 2020, a marca japonesa atua com a YFZ-R6, uma superesportiva com motor de 4 cilindros em linha e 118 cv.

O nível de tecnologia elevava o custo de produção a ponto de aproximar demais o preço com o da superesportiva mais emblemática da fabricante, a R1. A proposta então foi criar um modelo que pudesse introduzir novos motociclistas ao universo esportivo.

O nome CP2 vem da aplicação do conceito Cross Plane, adotado na R1 desde 2008, a um motor com apenas 2 cilindros. Ele se refere à configuração do virabrequim, que no motor de 4 cilindros da R1 tem 90° em sequência na posição relativa dos pistões.

O que mudou de forma mais intensa foi a posição de pilotagem. Com guidão mais baixo, assento 3 cm mais alto e pedaleiras recuadas, o piloto tende a se debruçar sobre o tanque e colocar uma parte maior de seu peso sobre o eixo dianteiro da moto.

Já os instrumentos da novidade estão concentrados em uma tela LCD blackout de alto contraste. O assento é mais estreito na parte dianteira, para facilitar o encaixe dos joelhos nas laterais do tanque da moto.

Mas foi no visual o maior acerto da Yamaha com a R7. A carenagem frontal combina a clássica entrada de ar em formato de M da R1 com a luz embutida. A frente tem um nariz pouco pronunciado e o assento da garupa fica em um nível bem mais elevado que o do piloto, o que cria a sensação de monoposto.

Publicidade