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Motors

Nova geração do Civic ganha potência

Honda incorporou no Civic uma proposta repleta de inovações em design, tecnologia e desempenho

Por Marcelo Palomino - Auto Press

04 de junho de 2022, às 15h40 • Última atualização em 04 de junho de 2022, às 15h42

O Honda Civic está sendo produzido há exatos 50 anos, desde 1972. Nesse tempo 21 milhões de unidades produzidas e é um dos mais importantes da fabricante japonesa, que teve extremo cuidado quando apresentou a 11ª geração do modelo, há quase um ano.

A silhueta ainda é esportiva e exibe um elegante cupê de quatro portas – Foto: Divulgação

Como acontece frequentemente a cada nova interação, a Honda incorporou no Civic uma proposta repleta de inovações em design, tecnologia e desempenho, para torná-lo um dos melhores sedãs médios do mercado global – não por acaso, foi eleito carro do ano na América do Norte. No entanto, seu posicionamento de preços inadequado fez com que o modelo praticamente desaparecesse da lista de desejos dos consumidores.

No Brasil, a Honda já ensaiava um posicionamento de marca premium desde a geração anterior. E essa situação deve recrudescer com a nova geração, que será importada do Canadá – país com o qual não há acordo tarifário.

No Chile, o modelo importado da Tailândia chegou com preços entre US$ 25 mil e US$ 28 mil, para as versões EX e Touring, valores muito próximos aos praticados no Canadá. Esta tabela o deixa cerca de 30% mais caro que outros sedãs médios, como Nissan Sentra e Toyota Corolla, e o nivela a SUVs médios e sedãs grandes. Nesta lógica, o Civic desembarcaria no Brasil por valores em torno de R$ 230 mil, fora a inflação de agora até o final do ano, quando está prevista a chegada do modelo por aqui.

No Canadá, o Civic recebe as mesmas duas motorizações que eram usadas quando era produzido no Brasil, mas com um pequeno ganho de potência: um 2.0 aspirado, que rende 160 cv, e um 1.5 turbo, com 183 cv na versão Touring e 203 cv na versão SI.

No Civic vendido no Brasil, o motor 2.0 era flex e rendia 150-155 cv, com gasolina e etanol, enquanto o motor 1.5 Turbo era apenas a gasolina e rendia 173 cv na versão Touring e 208 cv na SI. O novo Civic deve manter exatamente estes dois motores, que são os comercializados no Canadá, sem versões híbridas.

No caso do Civic, fica muita clara a alternância entre desenhos ousados e conservadores que as marcas costumam adotar nas mudanças de geração. A moderníssima geração 8, de 2006, foi substituída pela desajeitada geração 9, de 2012, que foi sucedida pelo visual agressivo da geração 10, de 2017.

Agora é a vez de se arriscar menos. Afinal, trata-se de um modelo que tem 50 anos e uma postura mais madura não é de todo mal. Além disso, sedãs atualmente são destinados a clientes mais velhos. Daí o modelo ter adotado muitas das linhas mais tradicionais do Accord e ter perdido um pouco da ousadia da geração anterior.

VISUAL. A silhueta ainda é esportiva, mas em vez de compor um fastback agressivo, com ar de “pony car”, exibe um elegante cupê de quatro portas. A frente é mais refinada, com uma grade escura estreita unindo os novos faróis mais alongados, no lugar da antiga barra cromada que cruzava a frente e que dava uma aparência mais agressiva. E na traseira, as antigas lanternas em forma de bumerangue foram trocadas por uma versão horizontal bem-comportada.

Em termos de segurança, o Civic oferece vários novos sistemas de segurança ativos e passivos. O Honda Sensing é equipamento de série e ele foi aprimorado com oito novos sensores de perímetro, software mais rápido e uma nova câmera wide, que substitui o radar frontal anterior para ser mais eficaz na detecção de objetos, pessoas, ciclistas, linhas de demarcação e carros.

Os auxílios são os conhecidos: controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal com frenagem de emergência, alerta e centralização de faixa, sensor de ponto cego e aviso de tráfego cruzado, entre outros, em um padrão de condução autônoma nível 2.

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