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Motors

Kawasaki Z900 combina esportividade e estabilidade

Moto é o modelo que continua o legado de 48 anos da linha Z da marca japonesa

Por B de Baca / AUTOCOSMOS.COM / MÉXICO

16 Maio 2020 às 16:45

No final de 2016, durante o Salão Intermot, na Alemanha, surgiu a informação que a Kawasaki Z900 estava próxima de chegar ao mercado. Na época, obviamente, pensou-se que seria uma evolução do Z800.

Na verdade, a Z900 é o modelo que continua o legado de 48 anos da linha Z da marca japonesa. Mecanicamente, ela é uma redução da conhecida Z1000. Ou seja: com uma abordagem bem mais extrema que a Z800.

Posição de pilotagem da Z900 é bem adequada para uso urbano: guidão plano e largo – Foto: Divulgação


Mas ela também traz de volta a antiga escola de condução da velha Kawasaki Z1 900, do início dos anos 1970. No Brasil, a Z900 é vendida por R$ 43.490.

O motor desta Z900 é conceitualmente baseado no Z1000. O bloco, no entanto, é completamente novo e é uma fonte de diversão. O motor de quatro cilindros com 948 cm³ produz 125 cv e 10,1 kgfm de torque.

Outro dado surpreendente é o consumo, em torno de 15 km/l, em média. Mas a Z900 tem ainda outras novidades. A estrutura rígida do chassi deixa de ser tubular duplo para um multitubular em treliça do tipo diamont que pesa 13,5 kg, com um braço oscilante em alumínio de 3,9 kg, pontos que deixam o peso em ordem de marcha em 210 kg – significativos 20 kg a menos que o Z800.

Tudo isso faz da Kawasaki Z900 uma motocicleta com uma abordagem mais esportiva. Mas, de forma contraditória, é também mais confortável que a Z800. As próprias dimensões da motocicleta deixam claro que ela foi feita para ser mais amigável.

Inicialmente, a altura do assento é mais baixa, com 79,5 cm, somado a um guidão plano e largo a meia altura e pedaleiras bem alinhadas com a coluna do piloto.

A posição é bem adequada para o uso urbano. Quando a ideia for uma condução mais esportiva, basta inclinar as costas para a frente para assumir uma posição que facilita contornar as curvas.

Primeiras impressões

 A Kawasaki Z900 é uma esportiva em um corpo de naked. O ronco do motor é como uma sereia que convida o piloto a acelerar. Nas curvas, ela nem exige contraesterço no guidão para deitar.

As inclinações são naturais devido ao seu baixo peso e a resposta do motor é forte. A suspensão dianteira invertida e a traseira A frenagem surpreende com uma sensação sólida e sem nervosismo.

Na estrada, as curvas contornadas de forma rápida e segura, enquanto a aceleração e a recuperação do motor, que chega a 10 mil rpm, são como uma injeção de adrenalina. Obviamente, se a ideia é fazer longas viagens, uma boa ideia é trocar o assento, por um com mais espuma e melhor apoio.

No caso do passageiro, as coisas são ainda mais desconfortáveis. A não ser pelo ABS nos freios, a Kawasaki Z900 não possui componentes eletrônicos. Nada de mapeamentos do motor, modos de condução ou controle de tração. A coisa mais eletrônica dessa naked é o painel em LCD. Como as motocicletas de antigamente. E isso não é nada ruim.

A Z900 é indicada para quem gosta de pilotar e ter o controle. A Kawasaki está pensando em promover mudanças, que podem até incluir o embarque de eletrônica. O que seria uma pena, pois o fato de ser uma motocicleta “analógica” faz da Z900 uma das motos mais interessantes no segmento.

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