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S10 High Country

Chevrolet aposta no conteúdo e custo-benefício para manter S10 na briga

Topo de linha, S10 High Country ganhou um visual discretamente alterado para a versão 2021

Por Eduardo Rocha / Auto Press

24 jul 2021 às 18:05

O mercado de picapes cresceu de forma acentuada desde que o novo coronavírus (Covid-19) invadiu o cotidiano dos brasileiros, com uma alta média de 21,4% em 2021 maior até que os SUVs, que cresceram 19,4%.

O modelo da Chevrolet passou por um face-lift há um ano, em que mudou discretamente o visual da frente – Foto: Eduardo Rocha / Carta Z

Só que o segmento de picapes médias vem ficando fora dessa festa e está com níveis de venda bem próximos à média de 2020, um ano reconhecidamente ruim. Mesmo assim, as marcas estão sempre investindo em seus representantes, com atualizações de visual e de conteúdo. O motivo são as ótimas margens oferecidas por modelos que começam em R$ 160 mil e vão até os R$ 290 mil.

Por outro lado, são exatamente estes preços que acabam desmotivando os consumidores. Já a Chevrolet vem usando uma tática diferente em relação à S10. O modelo passou por um face-lift há um ano, em que mudou discretamente o visual da frente, além de melhorias no motor e também na estrutura.

E mesmo assim, é atualmente a picape média com o melhor custo-benefício do mercado. E essa lógica vale inclusive para a versão topo de linha, High Country, que custa R$ 248.790 – R$ 250.660 com pintura metálica, único opcional disponível. Isso é cerca de R$ 20 mil a menos que a Toyota Hilux SRX e a Ford Ranger Limited, as versões mais completas das principais rivais.

Na linha 2021, o modelo ganhou um visual discretamente alterado. As mudanças ficaram restritas a para-choque frontal e grade. A nova frente manteve o conceito de dividir a grade horizontalmente, mas por duas barras paralelas em preto brilhante, com a palavra Chevrolet encaixada entre elas.

O logo da gravatinha ficou menor e foi deslocado para o lado esquerdo da grade. No caso da unidade avaliada, na cor azul escuro, ou Azul Eclipse, o conjunto ficou com uma estética bem malvada.

Já em relação a conteúdo, a High Country é bem completa. Conta agora com sistema de frenagem autônoma de emergência, que se juntou a recursos já existentes como alerta de colisão, monitor de faixa e também controle de estabilidade e tração.

A frenagem autônoma usa uma câmera instalada no para-brisas para detectar obstáculos e pedestres em situações de acidente iminente e pode evitar colisões ou, pelo menos, mitigar os danos em colisões entre 8 e 80 km/h.

Na parte estrutural, o modelo da Chevrolet ganhou um reforço que aumentou em 20% a resistência da cabine a impactos e agora traz também seis airbags de série.

No conforto, o modelo ganhou a versão mais evoluída do sistema multimídia MyLink, com wi-fi 4G que roteia até sete aparelhos e conta com uma antena com capacidade de captação de sinal até 12 vezes maior que um aparelho de celular comum.

O sistema também passou a espelhar celulares sem conexão por cabo, através dos aplicativos Apple CarPlay e Android Auto. No mais, o modelo manteve o bom nível de equipamentos: revestimento interno em couro sintético, direção, travas, espelhos e vidros elétricos, ar-condicionado automático, banco elétricos para o motorista, controle de cruzeiro, sensores de chuva, de luz e de obstáculos dianteiros e traseiros, câmera de ré e rodas de liga leve aro 18, entre outros.

Motorização

Na parte mecânica, a mudança foi no turbo do motor diesel. Ele passa usar uma turbina menor, igual à usada na picape média Chevrolet Colorado, vendida no mercado estadunidense.

Por ser mais leve, tem inércia menor, o que reduz o turbo lag e proporciona ganhos de velocidade mais consistentes. O propulsor de 2.8 litros manteve os 200 cv de potência, com 51 kgfm de torque, mas o zero a 100 caiu de 10,3 para 10,1 segundos no modelo com transmissão automática.

As mudanças tiveram o objetivo de dar um fôlego adicional para o modelo chegar bem até 2023, quando deve ser lançada a terceira geração nacional do automóvel. Afinal, é um veículo lucrativo e importante para a General Motors do Brasil.

A ponto de ter sido poupada na crise de componentes, que tem provocado paralisações de diversas linhas da fabricante no Brasil, e ter mantido os mesmos volumes de 2020, um pouco acima de 2 mil veículos.

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