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Saúde

Por que diabéticos precisam suplementar a vitamina B12

Tanto portadores do diabetes tipo 1 quanto do tipo 2, em geral, podem apresentar deficiência de B12, que pode levar a complicações hematológicas, psíquicas e neurológicas graves

Por Redação

21 nov 2020 às 08:08

O açúcar é tratado como o grande vilão para o desenvolvimento do diabetes, no entanto, ele não é o único responsável por desencadear a doença: excesso de calorias ingeridas, má alimentação, obesidade, sedentarismo e histórico familiar são fatores de risco para a enfermidade crônica, perigosa e que afeta mais de 463 milhões de pessoas no mundo de acordo com International Diabetes Federation e 16 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

Isso porque, sofrem com a má absorção da insulina, hormônio responsável por controlar a glicose no sangue, necessária para que o corpo tenha energia.

Diabetes afeta 16 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial de Saúde – Foto: Divulgação

Porém, o que muitas pessoas não sabem é que a falta de vitamina B12 – cuja forma ativa é conhecida como mecobalamina – é comum tanto para pacientes com diabetes do tipo 1 quanto o do tipo 2, e essa deficiência pode trazer consequências sérias. Nesse sentido, o caminho para evitar qualquer agravamento é a suplementação além do devido monitoramento e acompanhamento pelo médico especialista.

A vitamina B12 é de extrema importância para formação de células vermelhas do sangue, essencial para o funcionamento do sistema nervoso central, mantendo a cognição e prevenindo a degeneração das células, e é cofator de diversas enzimas necessárias ao organismo, inclusive na produção de DNA.

Por não ser produzida naturalmente pelo corpo humano, sua fonte natural restringe-se a alimentos de origem animal, especialmente leite, carne e ovos, que precisam fazer parte da alimentação do paciente.

No entanto, é absorvida somente no intestino delgado, e para tal, requer uma glicoproteína produzida pelas células parietais do estômago, chamada de fator intrínseco, necessária para a absorção de vitamina B12 no íleo terminal. Quando esse processo não ocorre corretamente, sua absorção é diminuída.

PERIGOS QUANDO HÁ A FALTA
É justamente a má absorção que pode ocorrer com pacientes diagnosticados com a enfermidade. Isso porque o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que está geralmente associada a outras do mesmo tipo e que podem, no conjunto, diminuir a absorção de vitamina B12.

Já com o diabetes tipo 2, a questão está associada ao tratamento à base de metformina que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, é um medicamento-chave no tratamento da doença há mais de 60 anos e que, como consequência do seu uso, pode reduzir os níveis de absorção da B12 em 30% dos casos.

“A preocupação reside no fato de que essa deficiência pode permanecer assintomática por longos períodos e pode causar danos neurológicos irreversíveis se não for tratada. Assim, importante pensar na deficiência de B12 em pacientes com diabetes, já que a falta pode levar a complicações hematológicas, psíquicas e neurológicas graves, como a anemia megaloblástica e até demência”, explica Rita de Cássia Salhani Ferrari, médica geriatra e responsável pelo núcleo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Marjan Farma.

“Tais fatos reforçam a importância da realização de exames periódicos, além da ingestão de alimentos que possuem vitamina B12 e sua devida suplementação, seguindo as orientações de um médico responsável pelo acompanhamento e tratamento do paciente”, complementa a especialista.

Tratamento indolor, por via sublingual e na forma ativa

Atualmente, para a suplementação da mecobalamina existe o tratamento parenteral (injeções intramusculares), método que causa dores agudas e que leva a pessoa, muitas vezes, à não adesão ao tratamento, e que também pode ser dificultoso em pacientes muito magros ou com distúrbios de coagulação.

Há também o tratamento oral, que pode ser utilizado em casos de deficiência leve ou assintomática, e em pacientes que não apresentam condições de má-absorção.

Por fim, a grande novidade é o tratamento via sublingual de forma ativa, que oferece absorção imediata, um alívio ao paciente com diabetes e enfatiza que nem todo tratamento médico precisa ser doloroso e incômodo, uma realidade vivenciada ao longo de todos esses anos por aqueles que precisam da suplementação.

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