21 de maio de 2022 Atualizado 21:14

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

RACISMO

Londrina defende Celsinho e divulga vídeo que mostra grito de ‘macaco’

Clube informou que diretoria e atleta "estão adotando todas as medidas cabíveis para a punição dos responsáveis"

Por Rodrigo Alonso

01 Setembro 2021, às 18h11

Após a acusação de racismo feita pelo meia americanense Celsinho, sua equipe, o Londrina, divulgou nesta terça-feira (31) um vídeo que mostra um grito de “macaco” durante a partida contra o Brusque.

O clube também informou que tanto a diretoria como o atleta “estão adotando todas as medidas cabíveis para a punição dos responsáveis, inclusive, na esfera desportiva”.

Segundo o jogador, a ofensa veio de um homem ligado ao Brusque, que estava no camarote do estádio Augusto Bauer, em Santa Catarina. O jogo, que terminou empatado em 0 a 0, aconteceu no último sábado e foi válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

Receba as notícias do LIBERAL no WhatsApp

No domingo, o Brusque emitiu uma nota em que nega qualquer ato racista e acusa o americanense de falsa imputação de crime. Na segunda, em outro texto, o clube catarinense pediu desculpas pelo posicionamento anterior, que gerou críticas por parte do Londrina.

Time paranaense se manifestou em defesa ao jogador de Americana – Foto: Divulgação / Londrina E.C.

“É lamentável, inadmissível, a postura do Brusque Futebol Clube diante desta situação. O fato ocorreu, é certo. Há diversas testemunhas que presenciaram a injúria racial citada. É absurdo que a referida entidade de prática desportiva desvirtue a gravidade dos fatos, tentando ainda terceirizar a responsabilidade para a vítima”, comunicou o time paranaense.

Na segunda, em vídeo, Celsinho e outros jogadores do Londrina se manifestaram contra o racismo. “Esse crime não ficará impune. Eu, nós e vocês nunca nos calaremos”, disse o meia de 33 anos.

Ele já tinha sido alvo de racismo duas vezes nesta Série B, em junho. Em ambas, as ofensas partiram de radialistas que trabalhavam nas transmissões.

Publicidade