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LIBERAL, 70

Prestação de serviço para a comunidade: chama o LIBERAL!

Papel de porta-voz de cidadãos, jornal consegue ‘resolver’ de problemas de bairro a questões de saúde

Por Maria Eduarda Gazzetta

01 de junho de 2022, às 07h35 • Última atualização em 01 de junho de 2022, às 08h10

Há 70 anos, o LIBERAL tem como objetivo informar à população, mas além de trazer notícias, o periódico relata histórias de superação, de ajuda comunitária e faz cobranças e alerta às autoridades. Durante todo este tempo, o jornal coleciona relatos em que, por meio das reportagens, cidadãos foram ajudados e problemas, solucionados.

Há quase um ano, em julho do ano passado, Nicollas José Lascovich de Resende, de apenas 7 anos, foi vítima de um engavetamento na Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304), em Americana. Ele estava em um carro que era conduzido por uma tia-avó, de 55 anos, que levava também sua avó, de 57 anos.

O menino teve seis costelas quebradas, o fratura exposta e escoriações pelo corpo. Ele ficou internado por 47 dias, em três hospitais diferentes e precisou passar por grandes procedimentos cirúrgicos. Por conta disso, a família iniciou uma campanha de doação de sangue para Nicollas, que foi divulgada em reportagem do LIBERAL.

Internação do garoto Nicollas José Lascovich de Resende mobilizou doações de sangue – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Nos dias 22 e 23 de julho, o Banco de Sangue do Hospital São Francisco registrou fila de pessoas interessadas em doar sangue ao Nicollas. De acordo com a biomédica supervisora do local na época, Cristiane Bocchio Martins, há dois anos o banco não tinha um volume tão grande de doadores como o registrado nos dois dias.

Além das doações de sangue, a família recebeu fraldas descartáveis, sabonete líquido, hidratante, toalha, roupa de cama, alimentos, até oferta de emprego.

“A exposição do caso dele no jornal, que é antigo e respeitado, mostrou para a gente que existe muito mais bondade do que maldade no mundo. Estávamos em uma fase muito difícil e a gente recebeu muito carinho das pessoas. Eu fico muito agradecida com toda a ajuda e orações. O Nicollas é um milagre”, disse a mãe do menino, Roselaine Maria Lascovich de Rezende. Nicollas ainda tem acompanhamento médico e está em recuperação em casa.

A corrente do bem também chegou até Anna Clara Moreira, de 3 anos. A história dela foi publicada pela reportagem em julho do ano passado. A menina aguardava na fila do SUS de Americana por uma cirurgia de catarata congênita nos olhos havia dois meses. Por conta da demora e dos riscos que a filha poderia ter com a longa espera, a mãe de Anna, Elisângela Moreira, lançou uma vaquinha on-line para arcar com os custos de uma cirurgia particular.

Anna Clara Moreira aguardava cirurgia de catarata congênita – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Após 10 dias que o LIBERAL contou a história de Anna, a família conseguiu arrecadar cerca de R$ 22 mil. Elisângela relatou que graças à ajuda, a menina passou pelas duas cirurgias, ainda no passado, que custaram R$ 19 mil. “Ela está muito bem agora, graças a Deus. Está usando óculos e enxerga tudo. Ela tem se desenvolvido muito. Agradecemos a Deus e todas as pessoas que nos ajudaram”, comentou Elisângela.

Nos anos 90, o LIBERAL noticiava que a família do então menino Fabio Rodrigues da Silva, o Fabinho, de 12 anos realizava a campanha “SOS Fabinho” para bancar com o tratamento dele, que foi diagnosticado com síndrome de Guillain-Barré, distúrbio que ataca o sistema nervoso.

O problema de saúde começou em janeiro de 1991. Fabinho teve o corpo paralisado, precisou ser intubado por falta de oxigênio e passou por uma traqueostomia. Ele também chegou a sofrer uma parada cardíaca e, no auge da doença, pesava 19 kg.

Campanha ajudou Fabio quando ele era criança, nos anos 90 – Foto: Claudeci Junior / O Liberal

Os pais precisaram deixar o emprego para cuidar do filho, que ficou internado em diferentes hospitais, inclusive no Albert Einstein, em São Paulo. Maria Cleuza Rodrigues da Silva era chefe de sala de pano em tecelagem, enquanto Adizio Aparecido da Silva trabalhava como vendedor de pneu.

“Eu lembro que, na época, o valor do tratamento era 20 vezes o valor da casa dos meus pais. Acredito que a ideia do SOS veio da minha família e amigos que começaram a ir com faixas nos semáforos, na Praça Comendador Muller e então o LIBERAL começou a divulgar. O caso tomou uma proporção muito grande”, comentou Fabinho. Também foram realizadas diversas ações beneficentes, como bingo, leilão e pedágios, tudo em prol do tratamento do menino. 

Quando olha para trás, Fabinho relembra que 1991 foi um ano difícil. “Fiquei internado por três meses e depois fiquei em tratamento em casa, até dezembro daquele ano. Se não fosse o LIBERAL, não sei como seria. Naquela época ninguém pedia dinheiro e o LIBERAL tornou a minha história verídica”, disse o empresário, que hoje tem 43 anos, mora no bairro Chácara Machadinho, junto da esposa Aline Zandoná e de suas três filhas: Luana, Pietra, e Alícia.

SOLIDARIEDADE. A partir de uma matéria que relatou o assalto a um vendedor de milho, de 59 anos, em novembro do ano passado, moradores e clientes organizaram uma vaquinha para restituir o que foi levado de Valdir dos Santos: R$ 700 e um celular. Há quase dez anos, o aposentado tem uma barraquinha de milho e legumes na Rua Ari Meirelles, na Vila Santa Catarina.

O comerciante estava em sua barraca de milho, quando um homem se aproximou e pediu um suco. Quando o comerciante foi servi-lo, o ladrão mostrou uma arma na cintura e anunciou o assalto. Depois disso, fugiu levando o dinheiro e o celular da vítima.

“Eu tenho uma grande gratidão com as pessoas que viram a matéria e me ajudaram. Recebi depois de poucos dias que a reportagem foi escrita o valor de R$ 1.570, que paguei contas, e também ganhei um celular. Tem gente que me ajudou, que vem aqui comprar, comenta comigo e eu nem sabia”, finalizou o comerciante.

RECLAMAÇÃO. O LIBERAL também noticia problemas enfrentados pela população e que são de responsabilidade da administração pública. O corretor de imóveis Paulo Rogério Simonato, de 49 anos, procurou em março a equipe de reportagem para relatar que o alambrado da Creche Anajá, localizada na Rua dos Lilases, na Cidade Jardim, estava caindo desde dezembro de 2021, após uma tempestade.

”Eu procurei um vereador, mas não resolveu. Então eu procurei o LIBERAL. É um nome forte, respeitado e acho que quando um problema sai no jornal, tem uma força maior”, comentou Paulo. Depois de uma semana que o problema foi relatado por meio da seção Liberal nas Ruas, o corretor contou que o alambrado foi consertado pela Prefeitura de Americana.

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