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LIBERAL, 70

Legado, missão e valores de Jessyr Bianco inspiram família em gestão do LIBERAL

Jornal chega aos 70 anos sob a administração de filhas e de genro, que buscam manter herança do fundador

Por João Colosalle

01 de junho de 2022, às 10h07 • Última atualização em 02 de junho de 2022, às 08h59

Um legado de valor moral e espiritual inestimável. Era assim que Jessyr Bianco, fundador do LIBERAL, pensava sobre a passagem do comando do jornal às filhas. A preocupação com o futuro do periódico sempre lhe acompanhou em vida, dada as dificuldades que ele mesmo enfrentou. Como jornalista: prisão, processos injustos e pressões de grupos políticos e econômicos. Como pai: a perda do filho, Luizinho, aos 18 anos.

Poucos anos antes de partir, no entanto, Jessyr se mostrava convencido de que o LIBERAL tinha um futuro assegurado. Sentia “verdadeira paixão” das filhas Cristina, Luciana e Juliana Bianco pelo jornal, o que o alentava. Depois do caminho comum aos herdeiros da família, de percorrerem os mais diversos departamentos dentro da empresa antes de estarem aptos a cargos de liderança, o fundador reconheceu que o jornal caminhava em boas mãos.

As filhas Juliana, Luciana e Cristina junto de Jessyr e Joyce – Foto: Acervo Pessoal

“Colocadas nas funções-chaves da empresa, nela introduziram inovações marcantes, a informatização completa de todos os setores, a substituição das chapas de chumbo e a impressão pelo sistema offset, com máquinas modernas, utilizadas nos principais jornais do País”, escreveu Jessyr, sobre o trabalho das filhas, em um e-mail de 2007. “Para nossa alegria, e disso tivemos provas, também zelam pela linha editorial do LIBERAL, garantindo que ele se manterá fiel ao compromisso assumido pelos fundadores”.

Quando faleceu, em junho de 2011, aos 86 anos, Jessyr estava maravilhado com a internet, era à qual ele pensava que não fosse chegar. Pelo computador, tinha o costume de ler os jornais de outros países, mas carregava consigo a certeza de que as edições impressas não deixariam de existir tão cedo por conta da tecnologia. Via o LIBERAL como uma voz difícil de ser silenciada. Estava orgulhoso do que havia construído.

O legado e o apego pelo jornal e sua missão, deixados pelo pai e sogro, são inspiração para a família dar continuidade ao trabalho do LIBERAL.

“O jornal era a paixão dele”, lembra a filha Luciana, diretora financeira. “Um pouco antes de ele morrer, ele falou que nunca foi a pretensão ser uma empresa deste porte. A pretensão era abrir espaço para a comunidade se manifestar”.

Filha mais nova do fundador, Juliana lembra do esforço do pai para conciliar vida pessoal e profissional, o que lhe faz ter Jessyr como exemplo de admiração e inspiração. Para ela, a existência do LIBERAL exige a manutenção da credibilidade do jornal.

Genro de Jessyr, Fernando assumiu a direção comercial do LIBERAL no ano passado – Foto: Claudeci Junior / O Liberal

“Não importa a informação, mas que ela venha com o mesmo peso de 70 anos atrás, com fidelidade, veracidade, sempre atender os anseios da comunidade. O LIBERAL foi criado para isso. Não estamos aqui há 70 anos à toa”, diz.

“O Jessyr acreditava no futuro do jornal. Sábado e domingo, o almoço era falando do LIBERAL. A gente via o empenho dele”, ressalta Fernando Giuliani, genro e diretor comercial do Grupo Liberal.

“Para impulsionar uma máquina com mais de 100 funcionários nos dias de hoje, não é fácil. A gente tem que se reinventar sempre. É o que estamos fazendo. Nós não vamos parar. Vamos lutar para sermos a referência para a população”, garante.

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