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Americana, 147 anos

‘Americana sai mais forte da pandemia’

Prefeito Chico Sardelli também abordou os desafios do município e seu trabalho à frente do Executivo

Por Rodrigo Alonso

27 de agosto de 2022, às 08h26 • Última atualização em 27 de agosto de 2022, às 08h46

Diferente dos dois últimos aniversários, Americana, enfim, pode ver seus moradores comemorarem sem uma máscara no rosto. E isso é possível graças ao recuo do coronavírus (Covid-19), o que permitiu o retorno de uma rotina, pelo menos, próxima do normal.

E hoje, na visão do prefeito Chico Sardelli (PV), o município está “mais forte” do que antes da pandemia. Para ele, a cidade saiu “fortalecida” do pior momento desta crise sanitária, principalmente na área da saúde.

Em entrevista ao LIBERAL, o chefe de Executivo também abordou os desafios do município e seu trabalho à frente da administração municipal.

Quais são seus desejos para Americana neste aniversário?
CHICO SARDELLI:
 Estamos construindo um projeto nesta nova administração. Faz um ano e meio que estamos aqui. Planejamos bem o que realizar e estamos começando o momento de realização. Tem muitos desafios em Americana. Americana sempre foi líder, referência e, de um tempo para cá, foi caindo em função de pandemia, em função de dívidas. E nós estamos equacionando para dar uma qualidade de vida melhor para a comunidade, para os munícipes que pagam seus impostos.

Que ideias e obras você pretende tirar do papel nesse próximo ano?
CHICO SARDELLI:
 Vamos complementando o que nós iniciamos, tocando obras que foram deixadas. É resgatar a autoestima da população americanense, porque Americana sempre foi líder, e hoje estamos lutando para retomar essa condição de uma cidade de ponta. É uma cidade classificada entre as sete melhores do País. A sétima no Brasil e a primeira no Estado de São Paulo.

Quais têm sido as principais dificuldades para tocar a administração?
CHICO SARDELLI:
 O problema é a escassez dos recursos. Americana tem um orçamento bom, de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano. Mas, desse R$ 1 bilhão, gastamos de 42% a 43% com funcionalismo, 25% com Educação, mais 28% a 30% com Saúde. Aí acabou o dinheiro. Então, falta o dinheiro para investir. E o investimento nós estamos buscando através do nosso trabalho, do conhecimento que eu tenho em governo federal e governo estadual, buscando recursos de emendas parlamentares. E isso tem sido muito bom. Conseguimos mais de R$ 120 milhões nesse um ano e meio do nosso mandato, e as coisas começam a acontecer agora.

Estamos equacionando para dar uma qualidade de vida melhor para a comunidade, para os munícipes que pagam seus impostos – Foto: Marcelo Rocha – Liberal

Na sua visão, em qual ponto a cidade se destaca?
CHICO SARDELLI:
 A Educação de Americana é um bom exemplo. Na própria Saúde, estamos fazendo as mudanças necessárias que a população espera, principalmente aqueles que não têm condição de ter um convênio particular e usam o SUS. O Hospital Municipal está lá para atendê-los. Passamos relativamente bem durante a pandemia. Infelizmente, tivemos mortes, o que é natural. Mas, efetivamente, Americana sai do período de pandemia de Covid mais forte, mais fortalecida, principalmente na questão de saúde. Na Habitação, temos conquistas, como por exemplo a Casa Paulista. São mais 400 unidades para a prefeitura realizar em parceria com a Secretaria de Habitação do Governo do Estado. E tem tantos outros desafios, como tapa-buraco, a reforma do portal, o recapeamento da cidade. Não vamos conseguir fazer tudo, mas vamos fazer aquilo que der para fazer.

Passado o pior momento da pandemia, o que muda para a administração?
CHICO SARDELLI:
 A pandemia é uma coisa que virou o mundo. Todo mundo acabou vivendo essa realidade, esse problema do vírus. Nesse sentido, estamos tranquilos, porque nenhuma pessoa que procurou o Hospital Municipal ficou sem atendimento. Tudo que foi feito foi feito com amor e carinho, principalmente com o profissionalismo dos profissionais da área de saúde de Americana. O recuo da pandemia começa nos dar fôlego para abrirmos novos horizontes. Ontem mesmo [16 de agosto, dia anterior à entrevista] anunciamos o centro de formação de professores e pedagogos. Começamos a retomar a questão do esporte, com o Gigantão e Gigantinho. Hoje, as coisas já começam a acontecer.

Você, que já foi até presidente do Rio Branco, tem mais algum cargo ou objetivo pessoal que queira alcançar na cidade?
CHICO SARDELLI:
 Não. Tudo que eu pedi para Americana, Americana me deu. Foram cinco mandatos como deputado, sendo dois como federal e três como estadual, concorri às eleições [para prefeito], soube esperar, veio o momento, e nós vencemos as eleições. Então, com relação ao projeto político, eu me sinto, particularmente, realizado.

O que mais te marcou em sua trajetória no município?
CHICO SARDELLI:
 Como ser humano e marido, foi a realização de um sonho de ser pai. E também muitas outras coisas me marcaram, como por exemplo a questão do Rio Branco Esporte Clube, entre 1989 e 1991 [quando ele foi presidente]. Planejamos em 1989, subimos [para a primeira divisão estadual] em 1990 e, em 1991, mantivemos o status que Americana tinha. São atividades como essa, também na vida parlamentar, como deputado federal e estadual, e agora sendo prefeito de Americana. Só tenho a agradecer a Deus e aos americanenses que sempre contribuíram com a minha história. Sou eternamente grato à cidade de Americana. Nasci aqui, vivo aqui, constitui família aqui. Estou fazendo aquilo que eu gosto, num momento bom da minha vida, aos 66 anos, podendo dar um pouco de mim para a cidade que me deu tanto.

O que você mais gosta de fazer em Americana?
CHICO SARDELLI:
 Sou muito reservado nesse sentido. Eu sei o quanto é duro para a Lionela [esposa] e o Franco [filho] a vida que eu tenho. Hoje, o Franco está vendo porque está do meu lado [como chefe de gabinete], mas, antigamente, ele não entendia que a vida pública é doar-se a um projeto político, à comunidade. Mas curto um bom restaurante, um teatro, um barzinho. Gosto de ir.

E o que você classifica como sua melhor realização como prefeito até aqui?
CHICO SARDELLI:
 São várias, mas eu destacaria a que mais me chocou emocionalmente, de felicidade. Até me arrepio. Foi a vinda, numa parceria com o Governo do Estado e com o deputado federal Vanderlei Macris, de uma sede da Unacon, que é uma unidade de tratamento de câncer aqui na cidade de Americana. Antigamente, andava-se 400 km para ir e voltar para ser atendido numa necessidade dessa. Espero que ninguém nunca precise, mas, se precisar, tem. Isso me traz orgulho de traz o precursor desse trabalho, dessa ideia. 

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