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Vilania marcada

Daniela Galli ainda colhe bons frutos da ardilosa Malu

Em “Malhação: Viva a Diferença”, ela foi a vilã amante do marido da melhor amiga e não se cansa de atazanar a enteada Lica

Por TV Press

24 set 2020 às 17:19

Há trabalhos que ficam marcados para sempre na vida dos atores. E, com as redes sociais, é cada vez mais fácil manter os vínculos criados neles. Daniela Galli, a Malu de “Malhação – Viva a Diferença”, por exemplo, mantém um grupo no WhatsApp com seus colegas de elenco do folhetim adolescente. E foi por ali que ficou sabendo que a temporada exibida originalmente entre maio de 2017 e março de 2018 seria reprisada, em função da pandemia do novo coronavírus.

“As ‘five’ (grupo das cinco protagonistas) contaram a notícia para todos. Foi uma alegria muito bem-vinda, logo no início da quarentena”, conta a atriz, de 46 anos.

Daniela Galli mantém um grupo no WhatsApp com seus colegas de elenco do folhetim adolescente – Foto: Divulgação

Na história, Malu é professora numa escola particular e mãe de Clara, papel de Isabella Scherer. É ela a vilã adulta da trama, que foi amante do marido da melhor amiga e não se cansa de atazanar a enteada Lica, vivida por Manoela Aliperti. “Eu já havia vivido personagens dúbios, mas nunca uma vilã tão unânime. Foi uma experiência nova e um desafio prazeroso”, recorda Daniela.

Fugir do estereótipo, no entanto, não é fácil para atrizes nessa posição. “Não queria cair na ideia clichê de vilania, mesmo a Malu sendo, talvez, a personagem mais folhetinesca da trama”, lembra. Aos poucos, Daniela foi se sentindo mais segura para traçar suas estratégias.

“Experimentei jogar com opostos. A ironia, por exemplo, era algo muito presente nas falas dela. Às vezes, um sorriso, um tom de voz suave e a aparente elegância podiam ser ainda mais cortantes que uma esbravejada ou um tom de voz mais alto e firme. Eu falava as coisas mais horríveis como se estivesse fazendo um elogio”, explica.

O papel de carrasco em folhetim costuma render abordagens interessantes do público. Em função do distanciamento social, esse contato não tem acontecido nas ruas, atualmente. Nas redes sociais, porém, alguns telespectadores se sentem mais seguros para “esbravejar” com a malvada de “Malhação”. “Voltei a receber mensagens não muito carinhosas. Mas também chegam recados lindos. São inúmeros os depoimentos emocionantes de admiração pela temporada”, garante.

QUALIDADES
Daniela não tem dificuldades para enumerar as qualidades que enxerga no texto de Cao Hamburger que justificam essa empatia do público. Aliás, faz questão de frisar que a equipe toda se derretia pelo trabalho.

“Foi especial para todos os envolvidos. A começar pela proposta de falar do universo jovem com naturalidade, sem mitificá-lo, descartando superficialidades, celebrando a diversidade e trazendo para a discussão pautas relevantes”, analisa ela, que se diz autocrítica e muito exigente com seu próprio trabalho.

“Mas gosto de rever o que fiz depois de um tempo. Claro que, em muitos momentos, penso: ‘puxa, hoje eu faria isso diferente’. Mas faz parte”, confessa.

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