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Amar o mar

Série mostra beleza e diversidade marinha em Abrolhos, na Bahia

"Amar o Mar" é exibida no canal do YouTube do Coral Vivo; três primeiros episódios já estão disponíveis

Por Isabella Holouka

15 abr 2021 às 07:45

Belezas e mistérios escondidos entre os recifes de coral na região de Abrolhos, no sul da Bahia, são explorados na série “Amar o Mar”, produzida pelo Projeto Coral Vivo, com patrocínio da Petrobras. Durante todo o mês de abril, sempre às terças e quintas, são exibidas no YouTube pílulas inéditas com imagens deslumbrantes do cotidiano vivenciado pelos habitantes dos ambientes coralíneos. 

Composta por seis episódios de 1 minuto e um com duração de cerca de 5 minutos, a série apresenta a vida dos recifes de Abrolhos, abordando temas relevantes desta região que tem sua ecologia e biodiversidade estudadas pela Rede de Pesquisas do Projeto Coral Vivo, e que, este ano, se estabelece como um novo ponto focal de ações do Projeto. 

Os impactos que este ambiente sensível vem sofrendo e o que podemos fazer para conservá-lo também serão abordados ao final da série. Os três primeiros episódios já estão disponíveis.

Informações sobre a ecologia e a biodiversidade da região de Abrolhos são abordada na série – Foto:

O primeiro episódio, intitulado “Abra o coração para o mar e os olhos para o sul da Bahia”, explica que a costa brasileira é diversificada e uma das mais fantásticas do mundo, com destaque especial para a região de Abrolhos, onde são encontrados os maiores e mais diversos recifes de coral do Atlântico Sul. 

“Creche dos recifes” é o tema do segundo episódio, que mostra que o recifes são grandes berçários da vida marinha, servindo como abrigo e local de reprodução para inúmeras espécies de peixes, crustáceos, moluscos, esponjas e até mamíferos marinhos.

Já “Território de gigantes”, mostra que em cada “esquina” do fundo do mar de Abrolhos podemos encontrar grandes seres que habitam a região. Não são apenas animais como baleias, raias, meros, polvos e muitos outros organismos de grande porte que vivem ali. 

Abrolhos também destaca-se pela presença de Chapeirões, formação recifal constituída de grandes colunas em forma de cogumelo que podem chegar até 25 metros de altura. Uma complexa rede de canais, um verdadeiro labirinto, que é um dos maiores símbolos da região e não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do mundo. 

Tensão, suspense e perseguição animam o episódio intitulado “À noite o bicho pega”. Após o pôr do sol, diversos organismos saem de seus esconderijos para comerem e acabam arriscando a própria vida. Os corais, tão amigáveis durante o dia, expandem seus tentáculos e tornam-se predadores ao cair da luz. É também na escuridão que os corais encontram o momento oportuno para se reproduzir. 

“Fabricantes de areia” mostra que, além dos processos naturais, a areia também é fabricada por moradores dos recifes. Os budiões, peixes herbívoros, mordiscam os corais com seu bico forte, triturando os esqueletos calcários e espalhando areia rica em cálcio pelo ambiente. Cabe ao pepino-do-mar a faxina; ele ingere a areia suja, se alimenta dos detritos e a libera limpinha em suas fezes.

Em “Vida secreta dos répteis”, as grandes estrelas são as tartarugas marinhas. A praia da Ilha Redonda, no arquipélago de Abrolhos, é palco de um diferente espetáculo da natureza: o nascimento de filhotes de ninhada híbrida, provenientes do cruzamento de duas espécies: a tartaruga-de-pente e a tartaruga-cabeçuda. O local também abriga áreas de alimentação de tartarugas-verdes, que comem as gramas marinhas e nadam livremente entre corais, peixes e turistas. 

E para fechar a série “Amar o Mar”, o episódio final, que estará disponível ao público no dia 27 de abril, retoma alguns dos temas mencionados em episódios anteriores, além de apresentar algumas ameaças que este ambiente único no mundo vem sofrendo, e possíveis soluções.

A trilha sonora da série é de autoria do Movimento Cultural Arte Manha, localizado em Caravelas, sul da Bahia. Rui Galdino, Anatan Galdino e Adriano Borel, artistas do projeto, enfatizaram a cultura baiana através de músicas e sons muito presentes no cotidiano local.

O Projeto Coral Vivo é patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e trabalha com pesquisa, educação, políticas públicas, comunicação e sensibilização para a conservação e a sustentabilidade socioambiental dos ambientes recifais e coralíneos do Brasil. 

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