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Você consegue manter a calma?

Por Katya Forti

02 Maio 2021 às 08:09

Desde os primórdios, as pessoas buscam uma forma de estabelecer um contato amistoso entre seus pares.

Eis que aí reside uma grande dificuldade. A humanidade aprendeu forçosamente, através de inúmeras experiências, a desconfiar da própria sombra, entendendo o outro como uma ameaça à sua condição atual. Hoje em dia vivemos com cercas elétricas e câmeras de vigilância e evitamos ao máximo atender ao pedinte que bate à porta.

Nas ruas e avenidas a desconfiança é ainda maior. Ficamos receosos ao encontrarmo-nos diante de pessoas com atitudes suspeitas, e ainda as julgamos pela aparência.

E se as coisas já se complicam em um contexto mais amplo, façamos uma ideia do que pode acontecer nos ambientes onde a nossa convivência se faz necessária por várias horas.

Diante de tantas personalidades diferentes e reações inesperadas, o mais prudente é manter a calma, buscando o silêncio interior.

Está se tornando cada vez mais difícil prever as reações humanas. Isto requer uma habilidade fora do comum. Olhar nos olhos de nosso companheiro de atividades e perceber que alguma coisa não vai bem. E obviamente, pelo bom senso que nos foi permitido ao longo do tempo, fazer o possível para não criar situações de hostilidade.

Vale lembrar que tudo acontece por um motivo muito simples: o esquecimento. Esquecemos que num mundo tão pequeno, até as pedras se encontram, e que a vida nos devolve pelas ações praticadas: quer de modo fraterno e consciente, quer de modo insano ou por leviandades.

Ao deparar-se com um companheiro de trabalho em situação adversa, ofereça ajuda. E saiba compreender que se por alguma razão ele se “fecha em copas” é para não ferir ou magoar aos demais.

Katya Forti é pedagoga de Americana

Colaboração

Artigos de opinião enviados pelos leitores do LIBERAL. Para colaborar, envie os textos, com 1.800 caracteres (já contando os espaços), para o e-mail opiniao@liberal.com.br.