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Editorial

Solução à espera

Por Redação

06 nov 2020 às 08:25

A destruição das fábricas do complexo de Carioba completou dois meses nesta última quinta-feira. O trágico incidente em Americana, de grande repercussão, afetou não apenas os resquícios do patrimônio histórico do município, mas também a muitos que dele sobreviviam. Desde então, a espera por soluções ou os rumos de uma retomada nas produções locais continua sob um clima de incerteza.

Os imóveis de Carioba são de responsabilidade da prefeitura, mas utilizados por pequenos industriários do setor têxtil, com permissão da administração. No dia 5 de setembro, um incêndio em uma das fábricas acabou se espalhando por espaços vizinhos. Ao menos 6 mil dos 25 mil metros da área foram atingidos pelo fogo, episódio que comoveu parte dos americanenses pelo simbolismo que um dos primeiros bairros da cidade representa.

As consequências, portanto, foram graves. Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), cujo impacto sobre a economia é histórico, a tragédia em Carioba fez mais desempregados. Em reportagem publicada nesta quinta, o LIBERAL ouviu de donos de tecelagens a notícia de demissões e prejuízos que alcançam a casa dos milhões de reais.

Apesar de haver quem tenha se virado após o incêndio, mesmo que de maneira a manter uma produção improvisada, capaz de gerar algum faturamento e renda, o cenário pós-incêndio ainda se encontra à mercê de decisões do poder público e dos resultados da investigação.Confor

me o LIBERAL apurou, o laudo produzido pela perícia, que poderia apontar as causas do incêndio e propiciar a responsabilização a algo ou alguém, continua sem conclusão. Já nas negociações entre a prefeitura e os permissionários, houve pouco sucesso. A intermediação feita pelo governo por um novo espaço aos industriários encontrou empecilho no alto custo para a mudança. As soluções deviam ser mais céleres.

O Liberal

Neste blog você encontra a opinião do Grupo Liberal de Comunicação, por meio dos textos editoriais publicados na edição impressa.