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Sumaré 152 anos

Vila Soma: a caminho da regularização

Regularização da ocupação, em análise pela prefeitura, deve impulsionar comércio na região, segundo prefeito, além de trazer tranquilidade aos seus cerca de 10 mil moradores

Por Leonardo Oliveira

26 jul 2020 às 08:18 • Última atualização 26 jul 2020 às 19:26

Depois de oito anos teve fim, em 2020, a disputa judicial pelo terreno onde hoje se localiza a Vila Soma. A integração do espaço como um bairro regular da cidade, além de dar tranquilidade aos cerca de 10 mil moradores que finalmente poderão legalizar suas casas, deve impulsionar a arrecadação municipal e o crescimento naquela região.

A avaliação é do prefeito Luiz Dalben (Cidadania). O chefe do Executivo comenta que, como o terreno havia sido invadido, os imóveis que foram sendo erguidos aos poucos não rendiam qualquer tributo ao município, situação que mudará a partir do momento que que a prefeitura der o aval para a regularização.

Já são oito anos de articulação em busca da regularização do bairro – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

“O que antes era uma luta e fazia com que a cidade não crescesse, acabou se tornando uma solução. Eu não acredito que uma área como aquela vai ser residencial para sempre. Se as pessoas tiverem o poder para compra ou venda do lote dos terrenos, ali vai ser uma rota de crescimento muito grande”, afirma.

Na visão dele, conforme as unidades residenciais forem sendo legalizadas e as avenidas construídas, o local se tornará atrativo para a instalação de comércios, ampliando a arrecadação municipal através também do consumo e não só dos impostos.

Mas antes disso tudo é necessária a aprovação do projeto apresentado à prefeitura em maio. Dalben afirma que a regularização do espaço está “muito adiantada” e que caminha para uma “solução rápida”.

Ele ainda estuda com o setor jurídico da prefeitura se todo o trâmite pode ser realizado durante o período eleitoral – por isso, preferiu não estipular um prazo para finalizar a questão. “O pessoal está analisando isso internamente através de técnicos de obras da cidade, é um pessoal muito preparado”, cita.

O coordenador da associação dos moradores, Edson Gordiano da Silva, o Edinho, está otimista por uma solução rápida. “Não temos previsão de quando será concluída essa etapa, mas confiamos que seja em breve, dada a amplitude e precisão com que o projeto foi construído”.

Moradores têm acordo pelo pagamento do terreno à proprietária – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Luta pela moradia
O terreno de cerca de 100 hectares que os moradores da Vila Soma chamam de casa desde o início da década ainda está longe de proporcionar todo o conforto que um lar merece. Abastecimento de água e o fornecimento de energia elétrica são recursos de difícil acesso a quem vive por lá.

Isso começa a mudar a partir da regularização dos lotes. Enquanto isso não acontece, estão sendo articuladas tratativas com concessionárias para viabilizar esses recursos para o local, segundo o vereador e presidente da Câmara de Sumaré, Willian Souza (PT), que também se mobiliza pela causa.

“Será mais uma longa etapa, mas estamos muito satisfeitos com os avanços e conquistas acumuladas até aqui”, ressalta.

Estão sendo articuladas tratativas com concessionárias para viabilizar acesso a recursos como água e energia elétrica no local – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Apesar do processo ainda não ter sido homologado, o coordenador da associação, Edson Gordiano da Silva, o Edinho, afirma que somente o fim da disputa judicial pelo terreno já se trata de algo histórico. “Isso trouxe alívio para as famílias e a certeza de que a nossa luta sempre foi legítima pela moradia digna e definitiva”.

A ação cautelar que tratava da disputa da área da Vila Soma foi extinguida no STF (Superior Tribunal Federal). Pesou na decisão um acordo feito entre a Fema4 Administradora de Bens, dona da área, e os moradores. Eles pagam mensalmente à empresa pelo terreno, comprado pela Fema4 em um leilão judicial.

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