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Covid-19

Governo irá comprar toda produção de máscaras da 3M

Segundo o ministro, a expectativa é receber 1,5 milhão de máscaras ainda a partir deste mês; empresa disse que vai seguir atendendo a outros clientes

Por George Aravanis

08 abr 2020 às 10:19 • Última atualização 08 abr 2020 às 19:11

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta quarta-feira (8) que o governo federal vai comprar a produção total de máscaras da 3M do Brasil, que tem unidade em Sumaré. Segundo o ministro, a expectativa é receber 1,5 milhão de respiradores ainda a partir deste mês. A empresa, porém, informou que continuará atendendo outros compradores, como a rede privada.

A corrida por máscaras tem sido um dos desafios no combate à disseminação do novo coronavírus (Covid-19). Os protetores são fabricados na unidade de Itapetiningia e parte da produção fica estocada em Sumaré.

“Hoje eu fiz um call com a empresa 3M. A gente vai adquirir a capacidade de produção total dessa fábrica aqui no Brasil. A gente imagina que vai conseguir ter 1,5 milhão, até 1,8 milhão de máscaras para o nosso mercado, confirmadas no mês de abril, depois no mês de maio, depois no mês de junho. Quer dizer, a gente vai ter um abastecimento razoável”, afirmou Mandetta durante entrevista coletiva em Brasília.

A reportagem perguntou à 3M, por meio da assessoria de imprensa da empresa, se o acordo foi de fato fechado, mas não houve resposta até o fechamento desta edição.

Para atender a demanda pelo produto, a empresa vem produzindo 24 horas por dia, sete dias por semana. Em março, segundo a 3M, a média mensal produzida foi cinco vezes maior do que a registrada no ano passado.

No dia 27 de março, o governo do Estado foi com a polícia à fábrica de Sumaré para confiscar 500 mil máscaras (as “requisições” de órgãos governamentais foram permitidas em meio à pandemia). A entrega foi feita em três dias.

A 3M informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que mantém conversas com o Ministério da Saúde para ampliar a capacidade máxima de fornecimento de máscaras nos próximos meses e que aguarda trâmites burocráticos, como a abertura de um processo de aquisição por parte do governo.

Porém, a empresa informou que vai manter as vendas a outros órgãos públicos, a hospitais privados e segmentos “essenciais da indústria”, para honrar compromissos assumidos.

A empresa informou que, graças ao aumento da produção e de outras iniciativas para aumentar a capacidade, acredita que conseguirá conciliar as necessidades.