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A tiros

PM é submetido a júri por feminicídio de Lorena Pessoa

Carlos Alberto Ribeiro é acusado de matar a tiros a balconista na casa onde ela morava, em Santa Bárbara d'Oeste; crime aconteceu em setembro de 2017

Por Walter Duarte

06 de junho de 2019, às 07h17 • Última atualização em 06 de junho de 2019, às 07h28

O policial militar Carlos Alberto Ribeiro será julgado nesta quinta-feira (6), pelo Tribunal do Júri de Santa Bárbara d’Oeste, por crime de feminicídio. Ele é acusado de matar a tiros a balconista Lorena Aparecida dos Reis Pessoa, de 29 anos, na casa onde ela morava, no bairro Vila Aparecida. O caso aconteceu em setembro de 2017.

Foto: Facebook / Reprodução
Lorena Pessoa foi morta com sete tiros em setembro de 2017

Apesar de casado, o PM manteve por anos um relacionamento amoroso com a vítima. Lorena teria descoberto a relação de Carlos com a esposa somente ao entrar com um processo na Justiça para que ele reconhecesse a paternidade do filho. Segundo a denúncia do Ministério Público, ela tentou romper com Ribeiro, que não aceitou.

Além da qualificadora de feminicídio – quando o assassinato é cometido em razão do sexo feminino – a promotoria pede a condenação dele com mais duas agravantes: motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pode chegar a 30 anos de prisão.

Silêncio

O julgamento deve marcar a primeira manifestação de Ribeiro sobre o crime desde que ele ocorreu. Após a morte de Lorena, ele se apresentou em uma base da PM e foi preso em flagrante.

Desde então, ele permaneceu em silêncio nos depoimentos dados à Polícia Civil e na Justiça. A defesa dele não fez qualquer alegação sobre o mérito das acusações ao longo do processo.

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