Líder do São Fernando é acusado de tráfico de drogas em Minas Gerais

Morador de Santa Bárbara seria dono de 40 quilos da droga enviada para a cidade de Montes Claros; ele foi preso no dia 11


O Ministério Público de Minas Gerais acusa uma das lideranças comunitárias do bairro São Fernando, em Santa Bárbara d’Oeste, de traficar drogas da região para a cidade de Montes Claros (MG).

Marcos Roberto da Costa Santos, conhecido como Gordo ou Palito, foi preso pela Polícia Militar no bairro na sexta-feira passada, dia 11.

A prisão foi um pedido da polícia mineira, que investigou a participação de Gordo em uma remessa de 40 quilos de maconha em julho para a cidade a 930 quilômetros de Santa Bárbara.

Na época, o episódio foi flagrado por policiais do serviço velado de investigação. Segundo informações do MP, uma denúncia anônima apontou que outras pessoas trariam drogas do Estado de São Paulo para Montes Claros.

Com a identificação de Gordo como remetente da droga, posteriormente, a polícia local apresentou um pedido de prisão preventiva que foi aceito pela Justiça no dia 4 deste mês.

Na decisão, o juiz da 2ª Vara Criminal de Montes Claros afirmou que, com base na investigação, não há qualquer dúvida de que Gordo “é dono da droga apreendida, coordena o tráfico e comercializa a droga com seus fornecedores”.

Foto: Reprodução
Trecho de decisão da 2ª Vara Criminal de Montes Claros que cita Gordo

A decisão cita ainda interceptações telefônicas entre Gordo e um suposto traficante da cidade mineira que seriam “inegáveis indícios” de que o líder do São Fernando seria o dono da droga.

A prisão de Gordo ocorreu na noite da última sexta-feira, em um bar na Avenida Alfredo Contatto, na zona leste barbarense. O LIBERAL não conseguiu encontrar advogados que representam Gordo – ele está preso na Penitenciária de Itirapina. O caso tramita sob sigilo em Minas.

PERFIL

Na comunidade do São Fernando, Gordo, de 42 anos, é uma liderança. No último sábado, em uma festa de Dia das Crianças no bairro, ele foi homenageado como um precursor do evento.

Não é a primeira vez, porém, que ele é acusado de envolvimento com o crime. Em 2014, o MP paulista incluiu o nome de Gordo em uma lista de pessoas que seriam integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Americana.

Ele foi processado junto com o traficante Agripino José Alves Júnior, o Pinóquio, condenado a nove anos de prisão no mês passado acusado de liderar o tráfico na região do bairro Antonio Zanaga, em Americana. Entretanto, tanto Gordo quanto Pinóquio foram absolvidos por falta de provas, em 2016.

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