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Região

Greve dos professores e funcionários da Unimep é mantida após assembleia

Segundo sindicato, universidade deve salários de 2019 e, este ano, pagou somente metade dos vencimentos

Por Leonardo Oliveira

11 Dezembro 2020, às 17h35 • Última atualização 11 Dezembro 2020, às 18h51

Os professores da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) aprovaram, em assembleia realizada na noite da última quarta-feira (9), a continuidade da greve da categoria. Desde 30 de novembro os docentes resolveram paralisar as atividades, alegando atraso nos salários e o não cumprimento de direitos trabalhistas.

A informação foi confirmada ao LIBERAL pela diretora do Sinpro (Sindicato dos Professores de Campinas e Região), Conceição Fornasari. “Até o momento a única resposta que foi dada pela direção do Instituto Educacional Piracicabano da Igreja Metodista foi uma carta que eles mandaram pra nós na outra assembleia e não responde absolutamente nada da pauta da greve”, disse em entrevista.

Segundo o Sinpro, o instituto ainda deve aos docentes o salário de dezembro de 2019 e o 13° salário e um terço das férias do mesmo mês. Além disso, aponta que, desde março, os profissionais têm recebido apenas 50% dos vencimentos e que, no mês passado, nem esse percentual foi pago. Falta também pagar a primeira parcela do 13° desse ano, de acordo com o Sinpro.

“Eles continuam aumentando o passivo trabalhista porque não pagaram a primeira parcela do 13°, o que deveria ter sido feito dia 30. Nós estamos muito preocupados com esse descaso que o IEP tem com os professores. Além de não responder a nossa pauta, ainda continua devendo pra nós”, acrescenta Conceição.

O atraso nos salários atinge todos os professores, segundo Conceição, e a greve mobiliza cerca de 70% dos cursos nos campis de Lins, Piracicaba e Santa Bárbara d’Oeste. Houve três assembleias desde a decretação da greve, sem que uma solução de agrado dos professores tenha sido proposta.

Uma nova assembleia está marcada para a próxima terça-feira (15). Nós queremos muito que chegue [ao fim da greve], porque o sindicato e os professores não gostam de greve. Nós queremos ter um trabalho normal, mas nós temos que ter condições de vida digna. Nós fornecemos o nosso trabalho e não recebemos. Além de ser um direito trabalhista, é um direito humano”, finalizou Conceição.

Na assembleia da última quarta, os professores aprovaram o envio de uma carta para que todos os coordenadores de curso e professores participem do movimento. “ A expectativa é de que a participação mais ampla de cursos, com seus coordenadores e docentes, possa contribuir para uma solução mais rápida da situação, a partir de um processo de debate e deliberação coletivos”, mostra um trecho do documento, do qual o LIBERAL teve acesso.

A assembleia do próximo dia 15 acontecerá de forma virtual, devido a pandemia do novo coronavírus. “Continuamos em Assembleia Permanente, caso haja apresentação de proposta pelo IEP/Unimep, o sindicato chamará imediatamente uma nova assembleia”, diz ainda outro trecho da carta.

O LIBERAL questionou a assessoria de imprensa da Unimep, que enviou a seguinte nota:

Prezando pela transparência e pelo diálogo diante de qualquer circunstância, o novo grupo gestor da Educação Metodista informa que está reunindo os esforços necessários e buscando alternativas para honrar, o mais rapidamente, as pendências com os/as colaboradores/as.

Como as mudanças na direção são recentes, os gestores estão trabalhando intensamente para apurar todos os dados e apresentar, no menor prazo possível, propostas factíveis que agradem a todos os envolvidos.

Para manter as atividades administrativas e acadêmicas em dia, sem prejudicar o corpo discente, e dando voz a funcionários/as e docentes, o novo grupo gestor tem se reunido com sindicatos representantes das classes, pois compreende que, embora a crise financeira não esteja restrita à Educação Metodista, somente com diálogos efetivos será possível solucionar todos os desafios. Por isso, se compromete a divulgar, em breve, respostas e propostas para as questões levantadas pelos colaboradores.

O Instituto Educacional Piracicabano da Igreja Metodista reforça que, como instituição filantrópica e confessional, está ciente de sua importância no cenário educacional e na história de Piracicaba e do Brasil, e continua, dessa forma, prezando pelos valores da confessionalidade Metodista e realizando esforços para regularizar as situações que porventura estejam em desacordo com seus valores.

Instituto Educacional Piracicabano

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