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Santa Bárbara

Engenheira morre após contato com agrotóxico

Formada no Ceará, Ana Claudia estava em Santa Bárbara para fazer mestrado na Esalq; ela trabalhava com a manipulação de diversos compostos químicos

Por Isabella Holouka

03 mar 2020 às 08:08 • Última atualização 06 mar 2020 às 17:51

A engenheira agrônoma Ana Claudia Gomes da Silva, de 23 anos, faleceu em Santa Bárbara d’Oeste, no último sábado, depois de complicações decorrentes de uma suposta intoxicação pelo manuseio de agrotóxicos.

Formada no estado do Ceará, Ana Claudia trabalhava com a manipulação de diversos tipos de compostos químicos, segundo relatou a mãe da engenheira agrônoma, embora não soubesse apontar em que condições isso ocorria.

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Foto: Reprodução
Ana Claudia Gomes da Silva será enterrada nesta terça

A mãe, moradora do Jardim Dulce, disse à Polícia Civil que Ana Claudia reside no município de Iracema (CE), mas que pretendia ingressar em um curso de mestrado da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), em Piracicaba.

Ela havia chegado ao município barbarense no último dia 13 e já apresentava sintomas de intoxicação, como erupções na pele, especialmente no rosto. Com o passar dos dias, a jovem teve uma piora no quadro, apresentando febre alta, e chegou a ser atendida no pronto socorro Dr. Edison Mano quatro vezes. Ela fez exame de sangue para detectar uma possível causa dos sintomas, cujo resultado indicou uma intoxicação hepática, relatou a mãe.

No dia 28, a engenheira agrônoma passou a ter insuficiência respiratória e foi novamente atendida no PS, mas não resistiu e faleceu na madrugada do dia seguinte. Diante do ocorrido, a mãe procurou o plantão policial para solicitação de um exame com o objetivo de apurar a causa da morte.

Com exames laboratoriais da filha em mãos, ela solicitou o encaminhamento do corpo ao IML (Instituto Médico Legal) para que posteriormente pudesse ser trasladado até o Ceará, onde será velado e sepultado nesta terça.

De acordo com o delegado Gelson Aparecido de Oliveira Barreto, que registrou a ocorrência no município barbarense, o laudo necroscópico vai orientar possíveis investigações sobre o caso. Contudo, o resultado deve ser encaminhado ao estado do Ceará.

Intoxicação

O pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) Rafael Junqueira Buralli comentou, em entrevista ao LIBERAL, que agricultores familiares estão mais expostos à intoxicação, devido à pouca formação e falta de equipamentos de segurança adequados.

A exposição pode acarretar em problemas respiratórios, alergias na pele, irritação de mucosas e vômitos, 24 ou 48 horas após a manipulação dos agentes químicos, com uma relação causal mais simples de esclarecer.

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