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SAÚDE

Região registra mais três mortes por dengue e chega a oito em 2024

Americana confirmou o terceiro óbito neste ano; Nova Odessa e Hortolândia tiveram primeira vítima

Por Rodrigo Alonso

08 de maio de 2024, às 13h08 • Última atualização em 08 de maio de 2024, às 17h04

A RPT (Região do Polo Têxtil) confirmou nesta quarta-feira (8) mais três mortes por dengue e, agora, acumula oito óbitos neste ano. As últimas vítimas são moradoras de Americana, Hortolândia e Nova Odessa.

Americana registrou sua terceira morte em 2024. A vítima é uma mulher de 45 anos, que morreu em 19 de abril, dois dias após o início dos sintomas, conforme divulgou a prefeitura.

Moradora do bairro Márcia Cristina, ela tinha diabetes e anemia falciforme. Exame realizado pelo Instituto Adolfo Lutz constatou dengue tipo 1.

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Nova Odessa, por sua vez, contabilizou seu primeiro óbito neste ano. Segundo o Executivo, trata-se de uma mulher de 42 anos, que morava no Altos do Klavin. Ela começou a apresentar sintomas em 4 de abril, foi internada no dia 10 e faleceu no dia 15.

“O município segue promovendo ações diárias e ininterruptas de combate ao mosquito transmissor do vírus da dengue e reforça o apelo para que a comunidade também faça sua parte eliminando das casas, estabelecimentos, quintais e terrenos todo material que possa acumular água limpa e parada. Lembramos que até 90% dos criadouros encontram-se no interior dos imóveis particulares”, comunicou a administração municipal.

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Hortolândia também teve sua primeira vítima em 2024. Ela era uma mulher de 60 anos, informou a prefeitura. De acordo com painel de monitoramento do Estado, o óbito ocorreu em 15 de março, e os sintomas haviam começado no dia 10.

Neste ano, a região também já havia registrado uma morte em Santa Bárbara d’Oeste e duas em Sumaré.

Óbitos em investigação e casos confirmados

Há, ainda, 12 óbitos em investigação na RPT, com suspeita de terem sido causados por dengue: dois em Americana, quatro em Hortolândia, dois em Nova Odessa, dois em Santa Bárbara e dois em Sumaré.

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De janeiro até esta quarta, a região confirmou 10.744 casos de dengue: 1.380 em Americana, 1.003 em Hortolândia, 2.743 em Nova Odessa, 2.746 em Santa Bárbara e 2.872 em Sumaré.

Sintomas e alertas

Dengue clássica

A dengue clássica é a forma da doença que varia de um quadro assintomático até a apresentação de um leque de sintomas que causam um desconforto significativo ao paciente:

  • Febre alta (39°C a 40°C): É uma febre repentina e abrupta.
  • Dor de cabeça
  • Prostração
  • Dores musculares e/ou articulares
  • Dor atrás dos olhos (retroorbital)
  • Manchas vermelhas: É o que os médicos, cientificamente, chamam de rash cutâneo ou eritema na pele. Visualmente, é, de fato, uma mancha vermelha que, às vezes, pode coçar.
  • Náuseas e vômitos: Aqui, é importante prestar atenção para ter certeza de que não se trata, na verdade, de um sinal de alerta de gravidade. É preciso observar, por exemplo, a frequência desses sintomas. Caso não possam ser controlados e sejam frequentes (o paciente, em geral, reclama que “nada para na barriga”), indicam que algo não vai bem.

Dengue com sinais de alarme

Após a fase febril da doença, é preciso ficar de olho em sintomas que podem indicar um agravamento do caso. A atenção deve permanecer pelo menos até duas semanas após o início da febre. É válido salientar que a maioria das pessoas não evoluí ao caso grave.

Dor na barriga intensa e contínua: Ela é diferente do que popularmente conhecemos por “dor de barriga”, que, em geral, trata-se de uma cólica. Já na dengue com sinais de alarme, essa dor abdominal ocorre devido a um inchaço no fígado, e é contínua e pode vir acompanhada dos seguintes sintomas:

  • Vômitos persistentes
  • Acúmulo de líquidos em cavidades corporais
  • Pressão baixa (hipotensão)
  • Pele pálida e fria
  • Inquietação/irritabilidade
  • Respiração rápida
  • Aumento do tamanho do fígado
  • Sangramento de mucosas: Esses sangramentos podem ser percebidos pela presença de sangue nas gengivas na hora da escovação dos dentes, no nariz, na evacuação ou em um fluxo menstrual mais intenso.
  • Aumento progressivo do hematócrito (porcentagem de volume dos glóbulos vermelhos no sangue); isso só pode ser constatado por meio de exame de sangue.

Grupos de risco

Qualquer pessoa pode evoluir mal e enfrentar a fase crítica da doença. No entanto, de acordo com os especialistas ouvidos pela reportagem, alguns grupos precisam ficar mais atentos, com maior suscetibilidade ao agravamento:

  • Crianças: A preocupação reside principalmente nas mais novas, com menos de 2 anos. Isso porque, nos primeiros anos de vida, convivem com uma “imaturidade” do sistema imunológico e, também, dificilmente têm a capacidade de comunicar com clareza os sintomas que podem ser sinais de alerta. Há possibilidade de o bebê herdar anticorpos antidengue da mãe e que, quando infectado pela primeira vez, na verdade, é como se estivesse vivendo a doença pela segunda vez – situação que tende a ser mais perigosa.
  • Segunda infecção: A segunda vez com a infecção está associada a uma maior possibilidade de agravamento do quadro. Isso porque o sistema imunológico entende que aquele vírus é o mesmo, e não um sorotipo diferente. Dessa maneira, ele produz anticorpos para a infecção do passado. Além de não serem efetivos, esses anticorpos “desatualizados” favorecem a replicação viral, internalização do vírus e, portanto, uma maior gravidade da doença.
  • Pessoas com comorbidades: A exemplo de hipertensos e diabéticos.
  • Gestantes: Nelas, o metabolismo, os hormônios e a resposta imune são diferentes.
  • Idosos (60 anos ou mais): De acordo com especialistas, indivíduos nos extremos de idades – crianças muito pequenas e idosos – têm sistemas imunológicos mais frágeis. Além disso, nessa fase da vida, é comum a pessoa conviver com comorbidades.

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