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Economia

Produtividade e faturamento de empresas cresceram 50%, diz Ciesp

Pesquisa aponta para recuperação dos efeitos da pandemia do novo coronavírus nas indústrias da região de Campinas

Por Marina Zanaki

21 out 2020 às 10:54

A produtividade e o faturamento das empresas aumentaram 50% em setembro, em relação ao mês anterior, segundo levantamento feito pela Diretoria Regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em Campinas. Foram ouvidas 40 empresas da regional, que inclui Hortolândia e Sumaré.

Para 71% das indústrias pesquisadas, o nível de utilização da capacidade instalada ficou entre 70% e 100%.

Vice-diretor do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa avalia que esses indicadores apontam para recuperação dos efeitos da pandemia de Covid-19.

Outro indicador positivo para a atividade industrial na região é a intenção de investimentos nos próximos 12 meses. Entre as empresas ouvidas, 64% disseram que vão atualizar o maquinário já existente ou ampliar a quantidade.

Ao mesmo tempo, 64% das empresas apontam para a necessidade de crédito mais disponível e juros mais baixos nesse período de retomada.

Apesar da melhora na atividade industrial, o mercado está em alerta para a falta de insumos para matéria-prima como aço plano, alumínio, papelão para embalagem e resinas termoplásticas. “Nossa avaliação é que esse quadro caminha para a normalidade nos próximos meses”, diz o vice-diretor.

Apesar de não ter realizado uma pesquisa sobre o assunto, o Ciesp de Americana observou retomada das atividades em praticamente todos os setores para suprir estoques não abastecidos.

As empresas da Diretoria Regional de Americana, que inclui Nova Odessa e Cosmópolis, também estão sofrendo com falta no abastecimento de matéria-prima.

Diretor do Ciesp em Americana, Carlos Frederico Faé relaciona a escassez de matéria-prima ao dólar em patamares elevados e à paralisação de setores como plástico, aço, algodão e poliéster.

“Na nossa regional, tem-se notado uma retomada importante na produção, que poderia ser melhor se essa falta de matéria-prima fosse suprida com o controle das exportações e redução da carga tributária nas importações”, avaliou Faé.

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