Gestores e estudantes de escolas se mobilizam contra ‘desafio da rasteira’

Vídeos nas redes sociais e mensagens enviadas aos pais pelo WhatsApp são recursos usados por unidades de ensino da região para coibir a prática


Três adolescentes se preparam para saltar. Os dois da ponta não pulam, mas passam uma rasteira no do meio, fazendo com que ele caia de costas ou de cabeça no chão. Esse é o “desafio da rasteira”, que viralizou nas redes sociais nas últimas semanas. A “brincadeira” preocupa pais e escolas, que se mobilizam para alertar os alunos sobre os perigos.

Na região, pelo menos três escolas recorreram aos próprios estudantes para passar uma mensagem de conscientização e evitar que a prática seja popularizada entre crianças e adolescentes. O Colégio Dom Bosco e o Dom Pedro II, de Americana, além do Colégio Adventista, de Hortolândia, divulgaram vídeos nas redes sociais.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Alunos do Dom Bosco fizeram vídeo orientando colegas

O vídeo do Dom Bosco traz três alunos que saltam, simulando parte do desafio. Só que, em vez de passarem a rasteira, eles dizem que no colégio essa brincadeira não é praticada.

“A ideia veio da Patrícia, que é nossa diretora pedagógica. A gente achou que devia fazer essa conscientização também e encontramos três alunos do fundamental II”, contou o analista de marketing da unidade, Lucas de Souza. Além do material compartilhado no Facebook e no Instagram, a escola ainda orientou os estudantes no momento de reflexão que é adotado diariamente.

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O Colégio Adventista de Hortolândia, foi outro que fez uso de plataformas online e gravou um vídeo com alunos. “A gente teve a ideia de fazer uma ação para ter o efeito contrário da brincadeira. Nós conscientizamos na nossa aula de cultura geral, na capela, e também orientamos nas salas de aulas”, disse o diretor Alan Paulo da Silva ao LIBERAL.

Também há mobilização na rede pública de ensino. Uma escola da rede estadual de Santa Bárbara d’Oeste disparou um comunicado da Sociedade Brasileira de Neurologia nos grupos de WhatsApp que criou para manter contato com os pais dos alunos.

No caso de instituições que trabalham com crianças menores, do primeiro ao quinto ano, a abordagem tem sido diferente. É a situação da Escola Estadual Professora Sinésia Martini, em Americana.

“A gente tem monitorado as conversas para verificar se está ocorrendo. Não levamos o assunto para as classes justamente para não despertar”, contou o diretor Edvaldo Carlos de Oliveira.

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