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Saúde

Dia D de combate à dengue mobiliza três cidades da região nesta sexta

Americana, Santa Bárbara e Sumaré estão engajadas na campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti

Por Ana Carolina Leal

01 de março de 2024, às 07h59 • Última atualização em 01 de março de 2024, às 08h54

Ao menos três municípios da RPT (Região do Polo Têxtil) confirmaram adesão ao Dia D de Mobilização Estadual contra a dengue, nesta sexta-feira (1º), uma iniciativa voltada para reforçar as ações de prevenção e eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti.

Agentes de saúde em atuação em Americana – Foto: Marilia Pierre/Prefeitura de Americana

As cidades de Americana, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré estarão engajadas na campanha, com atividades planejadas para intensificar o combate ao vetor transmissor. Em Nova Odessa, o Dia D será no sábado (2). Já Hortolândia não se manifestou.

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Diretora do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) do Estado, Tatiana Lang D’Agostini ressaltou a importância da mobilização da sociedade e dos municípios, enfatizando que o trabalho conjunto é fundamental para reduzir o número de casos da doença.

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As ações previstas para esta sexta incluem atividades especiais nas escolas públicas estaduais e municipais, além de orientações à população e o fortalecimento das medidas de combate aos vetores nas residências.

Americana, que registrou 88 casos positivos de dengue neste ano, mais que o dobro do mesmo período do ano anterior, planejou uma ação na área do Zincão, no Parque da Liberdade.

Os agentes de saúde realizarão a eliminação de criadouros, distribuirão panfletos informativos e instalarão capas específicas em caixas d’água desprotegidas. Além disso, haverá orientações no terminal rodoviário.

Já em Santa Bárbara d’Oeste, onde foram confirmados 68 casos de dengue até o momento, 25 a mais do que no mesmo período do ano anterior, a ação se concentrará no Parque Olaria, com vistorias e remoção de criadouros, além da realização de ações de nebulização.

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Sumaré, que apresenta o maior número de casos confirmados na região, com 167 registros e outros 32 em investigação, intensificará as ações de combate à dengue em toda a cidade.

As equipes de controle de vetores farão visitas casa a casa para vistoriar os imóveis e orientar os moradores sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito.

Parceria com CPFL

Também a partir desta sexta, agentes da CPFL Paulista, responsáveis pela leitura do consumo de energia, estarão distribuindo panfletos educativos em Americana, Santa Bárbara, Hortolândia a Piracicaba.

A iniciativa visa conscientizar as famílias sobre as medidas necessárias para prevenir a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Sintomas e alertas

Dengue clássica

A dengue clássica é a forma da doença que varia de um quadro assintomático até a apresentação de um leque de sintomas que causam um desconforto significativo ao paciente:

  • Febre alta (39°C a 40°C): É uma febre repentina e abrupta.
  • Dor de cabeça
  • Prostração
  • Dores musculares e/ou articulares
  • Dor atrás dos olhos (retroorbital)
  • Manchas vermelhas: É o que os médicos, cientificamente, chamam de rash cutâneo ou eritema na pele. Visualmente, é, de fato, uma mancha vermelha que, às vezes, pode coçar.
  • Náuseas e vômitos: Aqui, é importante prestar atenção para ter certeza de que não se trata, na verdade, de um sinal de alerta de gravidade. É preciso observar, por exemplo, a frequência desses sintomas. Caso não possam ser controlados e sejam frequentes (o paciente, em geral, reclama que “nada para na barriga”), indicam que algo não vai bem.

Dengue com sinais de alarme

Após a fase febril da doença, é preciso ficar de olho em sintomas que podem indicar um agravamento do caso. A atenção deve permanecer pelo menos até duas semanas após o início da febre. É válido salientar que a maioria das pessoas não evoluí ao caso grave.

Dor na barriga intensa e contínua: Ela é diferente do que popularmente conhecemos por “dor de barriga”, que, em geral, trata-se de uma cólica. Já na dengue com sinais de alarme, essa dor abdominal ocorre devido a um inchaço no fígado, e é contínua e pode vir acompanhada dos seguintes sintomas:

  • Vômitos persistentes
  • Acúmulo de líquidos em cavidades corporais
  • Pressão baixa (hipotensão)
  • Pele pálida e fria
  • Inquietação/irritabilidade
  • Respiração rápida
  • Aumento do tamanho do fígado
  • Sangramento de mucosas: Esses sangramentos podem ser percebidos pela presença de sangue nas gengivas na hora da escovação dos dentes, no nariz, na evacuação ou em um fluxo menstrual mais intenso.
  • Aumento progressivo do hematócrito (porcentagem de volume dos glóbulos vermelhos no sangue); isso só pode ser constatado por meio de exame de sangue.

Grupos de risco

Qualquer pessoa pode evoluir mal e enfrentar a fase crítica da doença. No entanto, de acordo com os especialistas ouvidos pela reportagem, alguns grupos precisam ficar mais atentos, com maior suscetibilidade ao agravamento:

  • Crianças: A preocupação reside principalmente nas mais novas, com menos de 2 anos. Isso porque, nos primeiros anos de vida, convivem com uma “imaturidade” do sistema imunológico e, também, dificilmente têm a capacidade de comunicar com clareza os sintomas que podem ser sinais de alerta. Há possibilidade de o bebê herdar anticorpos antidengue da mãe e que, quando infectado pela primeira vez, na verdade, é como se estivesse vivendo a doença pela segunda vez – situação que tende a ser mais perigosa.
  • Segunda infecção: A segunda vez com a infecção está associada a uma maior possibilidade de agravamento do quadro. Isso porque o sistema imunológico entende que aquele vírus é o mesmo, e não um sorotipo diferente. Dessa maneira, ele produz anticorpos para a infecção do passado. Além de não serem efetivos, esses anticorpos “desatualizados” favorecem a replicação viral, internalização do vírus e, portanto, uma maior gravidade da doença.
  • Pessoas com comorbidades: A exemplo de hipertensos e diabéticos.
  • Gestantes: Nelas, o metabolismo, os hormônios e a resposta imune são diferentes.
  • Idosos (60 anos ou mais): De acordo com especialistas, indivíduos nos extremos de idades – crianças muito pequenas e idosos – têm sistemas imunológicos mais frágeis. Além disso, nessa fase da vida, é comum a pessoa conviver com comorbidades.

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