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Vacinação

Campanha da pólio chega ao fim sem atingir meta de 95% na região

Lançada em outubro, ela foi prorrogada pelo governo estadual por duas vezes em novembro na tentativa de ampliar a cobertura

Por Marina Zanaki

02 dez 2020 às 19:11 • Última atualização 03 dez 2020 às 10:00

Mesmo com o fim da mobilização, ainda há doses disponíveis nos postos de saúde e as prefeituras - Foto: Prefeitura de Santa Bárbara/Divulgação

A Campanha contra Poliomielite chegou ao fim na segunda-feira sem atingir a meta de 95% preconizada pelo Ministério da Saúde. Lançada em outubro, ela foi prorrogada pelo governo estadual por duas vezes em novembro na tentativa de ampliar a cobertura.

Mesmo com o fim da mobilização, ainda há doses disponíveis nos postos de saúde e as prefeituras pedem que os pais levem os filhos que ainda não foram protegidos. É preciso apresentar a caderneta de vacinação.

Americana conseguiu proteger apenas 67% das crianças entre um ano e menores de 5 anos. Ao todo, foram aplicadas 6.623 doses. “Para quem ainda não foi imunizado e está com vacinas atrasadas, a Vigilância Epidemiológica pede para que procure a unidade de saúde mais próxima, pois há vacinas disponíveis”, orientou o órgão municipal.

Balanço da Secretaria de Saúde de Santa Bárbara aponta que 5.044 crianças foram vacinadas contra a poliomielite durante a campanha, com cobertura em 57,58%.

As doses seguem disponíveis nos postos dos bairros Vila Linópolis, São Fernando, Cidade Nova, São Francisco 2, Jardim Europa, 31 de Março, Mollon, Jardim Esmeralda, Cruzeiro do Sul, Jardim Laudissi, Planalto do Sol 2, Santa Rita e Grego.

Nova Odessa conseguiu alcançar 69% de cobertura, protegendo 1.837 crianças. “Uma vez que o município está longe de atingir a meta – de 95%, estabelecida pelo Ministério da Saúde -, a secretaria orienta pais e responsáveis a levarem as crianças à UBS mais próxima da sua casa para avaliação da caderneta e eventual aplicação de doses pendentes. As doses seguirão disponíveis, e as salas de vacina funcionam das 7h30 às 15h30”, orientou a Secretaria de Saúde.

A cidade que alcançou maior cobertura na RPT (Região do Polo Têxtil) foi Hortolândia, com 75% das crianças vacinadas. A Prefeitura de Sumaré não respondeu.

O Brasil não identifica casos de paralisa infantil desde 1990, mas a doença ainda circula em dois países – Paquistão e Afeganistão.

“Campanhas como essa são altamente eficazes na erradicação de doenças e na eliminação do risco de reintrodução dessas enfermidades em nosso território. No geral, são indicadas coberturas vacinais de 90% e 95% para proteção efetiva da população, e a ampliação da adesão é fundamental para que esses índices sejam alcançados”, explicou a coordenadora do Programa Estadual de Vacinação, Helena Sato, durante a campanha.

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