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GLP

Após alta, distribuidores ‘seguram’ preço do gás de cozinha

Esse é o terceiro aumento seguido no preço do gás: em novembro, a Petrobras reajustou em 4% o preço do botijão de 13 kg

Por Danilo Reenlsober

01 jan 2020 às 08:30 • Última atualização 01 jan 2020 às 10:01

O preço do botijão do gás de cozinha ao consumidor final não deve ser reajustado na RPT (Região do Polo Têxtil), por ora, apesar do aumento de cerca de 5% no preço, confirmado pela Petrobras aos fornecedores na última sexta-feira.

Distribuidores ouvidos pelo LIBERAL disseram que os valores devem se manter estáveis por algumas semanas, mas que pode haver reajuste ainda em janeiro.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal_30.12.2019
Empresários do setor indicam cautela, mas revelam insatisfação com seguidas altas nos preços

“Por enquanto, não vamos repassar para o cliente esse aumento, vamos absorver mais uma vez esse impacto”, afirma Cristina Filoni, proprietária de uma distribuidora de gás em Santa Bárbara d’Oeste.

Esse é o terceiro aumento seguido no preço do gás: em novembro, a Petrobras reajustou em 4% o preço do botijão de 13 kg. Antes, em outubro, o aumento foi de 5%. “São mais de 14% de alta, diluídos em três meses. Esse reajuste não foi repassado ao cliente devido à concorrência”, explica Cristina.

Gerente americanense de uma rede de distribuidora de gás, Luiz Silveira da Silva concorda que o repasse ainda não será revertido ao consumidor final, mas isso deve mudar já em janeiro.

“Estamos segurando há muito tempo esse aumento. Acredito que até dia 10 de janeiro não vai ter reajuste para o consumidor, mas depois disso creio que vai ter aumento sim”, considera.

Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o preço médio do botijão de 13 kg era de R$ 69,11 em novembro. “Famílias de baixa renda já não conseguem comprar gás. Tem se tornado um problema social”, observa Cristina.

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