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PAINEL DE NEGÓCIOS

Setor têxtil comemora prorrogação de antidumping: ‘bom senso prevalece’

Decisão foi tomada na última semana e beneficia empresas do segmento

Por Conteúdo patrocinado

20 de agosto de 2023, às 07h00 • Última atualização em 19 de agosto de 2023, às 18h11

Empresários do setor se reuniram com o vice-presidente Geraldo Alckmin; também participaram os senadores Vanderlan Cardoso (à dir. de Alckmin) e Cid Gomes (à esq.) - Foto: Divulgação

O mercado brasileiro e a indústria têxtil comemoram a decisão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em prorrogar, por mais um ano, a suspensão do direito antidumping contra importações de filamentos texturizados 100% poliéster.

A prorrogação, decidida durante a 206ª reunião do Gecex (Comitê-Executivo de Gestão), ligado ao ministério, na última terça-feira, reflete a capacidade de mobilização e a coesão da indústria têxtil, que conseguiu evitar potenciais impactos desastrosos, como aumentos de preços, desabastecimento e desemprego.

“Acho que a palavra correta para entender o que aconteceu, nesta semana, foi uma atitude de extremo bom senso do governo porque trouxe segurança para o industrial e a manutenção do equilíbrio da cadeia”, afirma o empresário Michel David, da tecelagem Jolitex.

A longa disputa teve dois polos principais: a Abrafas (Associação Brasileira de Produtores de Fibras Têxteis Artificiais e Sintéticas) e a forte “coalizão” — uma união de importadores de fios, associações, sindicatos e federações. Nomes como Sinditec, Abratex, Sintex, Fiems, Abicol, Sindivestil, Sindivest, Sifitec, Acibr e Fiesc uniram forças para proteger a indústria têxtil do Brasil.

A coalizão, liderada pelo advogado Roberto Kanitz, empreendeu esforços significativos, dialogando com diversas instâncias governamentais para evidenciar as possíveis consequências catastróficas que uma decisão favorável à aplicação do antidumping poderia acarretar.

Foram explorados cenários que contemplavam riscos como inflação e desabastecimento generalizado, visto que as indústrias locais não conseguiriam suprir a demanda pela matéria-prima.

A convergência estratégica culminou em uma audiência, capitaneada pelos senadores Cid Gomes (PDT-CE) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO), com o vice-presidente Geraldo Alckmin, onde foi comunicado de forma eficaz o potencial prejuízo caso a suspensão da aplicação das medidas antidumping não fosse estendida.

Forte na região, setor têxtil é um dos grandes empregadores da indústria nacional – Foto: Divulgação

Esse engajamento demonstra a relevância de uma harmonização sólida e coesa entre os setores empresariais, políticos e associativos para a prosperidade socioeconômica do país.

“A decisão foi excelente. O ministro [do Desenvolvimento] teve a sensibilidade de analisar nossos argumentos e o resultado não poderia ter sido melhor. Agora temos tranquilidade de trabalhar em relação ao custo da matéria-prima”, destaca José Luís Meneghel, da Walfran Meneghel.

Além de representar uma conquista significativa para a indústria têxtil, a decisão aponta para um mercado brasileiro que opera de maneira eficiente e eficaz. Em última análise, a resolução do Gecex reflete a aplicação do bom senso e a aposta em um mercado interno robusto e competitivo.

Este triunfo ressalta a importância de uma colaboração centrada na economia e no bem-estar da população brasileira. Essa vitória não é apenas um marco para a indústria têxtil, mas também um testemunho do poder de uma abordagem estratégica e unificada para preservar setores críticos da economia nacional.

“Trata-se de uma decisão sensata e correta, que fortalece as indústrias de Americana, região e do país como um todo. Parabenizo os empresários, associações, sindicatos e federações, por essa conquista que terá impactos positivos ao setor têxtil”, declara Chico Sardelli, prefeito de Americana.

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