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Transformando palavras em cura: a jornada de uma moradora de Nova Odessa contra a depressão

Professora e psicóloga lança livro em que relata o desafio de superar dificuldades da vida

Por Jucimara Lima

16 de outubro de 2023, às 09h38 • Última atualização em 16 de outubro de 2023, às 09h39

A professora e psicóloga Gleida Avanço com seu novo livro “Seja Livre para Voar” - Foto: Claudeci Junior/Liberal

A professora e psicóloga Gleida Avanço, de 58 anos, moradora do São Jorge em Nova Odessa, acaba de lançar o livro “Seja Livre para Voar”, um projeto que traz um relato profundo e emocionante de sua própria história de vida e que, segundo ela, visa “curar multidões”. 

Em 240 páginas, a autora narra todo o processo de cura da depressão e ansiedade, problemas com os quais conviveu praticamente a vida toda.

Nascida em Boa Esperança (MG), aos 15 anos ela se mudou para Nova Odessa, juntamente com seus pais e mais seis irmãos. Para ela, o fato de não ter se adaptado à cidade e de não sentir o apoio da família foram os fatores que deram início ao desenvolvimento de distúrbios emocionais, que lhe acompanhariam ao longo de sua jornada.

“Eu era muito tímida, tinha dificuldades de fazer amigos e não conseguia me adaptar. Mesmo não sendo, eu me sentia abandonada, rejeitada”, recorda. 

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Nesse período, um fato marcante e desconhecido pela própria família aconteceu, quando ela tentou o suicídio. “Fazia serviços domésticos na casa de uma prima e lá tinha calmantes. Um dia tomei quase o vidro todo. Eu não gostava da vida”, justifica.

A jornada

Mesmo seguindo uma trajetória relativamente comum, de se formar no magistério e iniciar a vida profissional, a depressão era sua companheira.
“Em 1997, comecei a dar aulas no EJA (Educação para Jovens Adultos). Me lembro que ficava o dia todo me sentindo mal e só ‘arribava’ um pouco à noite, quando ia trabalhar. Eu me sentia útil em ajudá-los”.

Ainda assim,  Gleida relata que vivia altos e baixos. “Tinha períodos de não tomar banho, não lavar o cabelo, só dormir. Ficava o dia todo em um quarto escuro, comia muito e por diversas vezes pensava em suicídio. Quando melhorava um pouco, buscava me curar, mas a cura não vinha”, lembra.

Momentos marcantes

Cronologicamente, alguns momentos marcaram sua história, como o casamento em 1989 e o nascimento das filhas alguns anos depois, porém, nenhum deles fez sumir a solidão que sentia em seu íntimo. “Me vitimizava e me sentia anulada”.

Ainda assim, em 2003, aos 38 anos, ingressou no curso de psicologia na FAM (Faculdade de Americana). “Foi bom, pois de alguma maneira estava me movendo para ir, mas enfrentei muitos desafios e dificuldades. Como tomei calmantes por 13 anos, minha memória foi afetada. Muitas pessoas me julgavam”, conta.

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Em 2013, Gleida enfrentou o estágio mais profundo da dor na alma. Devido ao excesso no uso dos ansiolíticos e seus consequentes efeitos colaterais, ela teve um falso diagnóstico de Alzheimer.

“Estava em crise e os remédios não faziam mais efeito, quando veio o diagnóstico. Acreditei tanto que estava com o problema que comecei até a ter os sintomas. Para fazer simples movimentos, eu demorava um tempão. Não me reconhecia mais no espelho e estava sofrendo de despersonalização. Eu tinha medo de tudo e de todos. Fiquei em choque porque tive muito medo de não reconhecer mais minhas filhas”, contou.

Primeiros passos

Em 2015, por conta própria, Gleida deixou de tomar os medicamentos e iniciou sua jornada de cura. O primeiro passo foi dado porque ela percebeu que estava prejudicando seu corpo.

Além de deixar os ansiolíticos de lado, passou a ter uma vida mais saudável e seguir o que chama de oito remédios naturais de Deus: repouso, luz solar, alimentação saudável, confiança em Deus, ar puro, temperança, água e exercício físico. “Apenas caminhava e deixei a desejar no equilíbrio”. 

Momento crucial

Além deles, o carinho e preocupação de uma senhora da igreja que Gleida frequenta foi essencial para sua mudança de vida.

“Estava cansada de buscar a cura e fazer o que as pessoas diziam que era bom. Aí, veio uma irmã da igreja, uma senhora muito simples que ia sempre na minha casa pedir ajuda para meu esposo, e me ofereceu cinco dias de oração com imposição de mãos. Foi um milagre, porque já no primeiro dia me senti curada por Deus. Essa senhora me enxergou e Deus transformou minha vida por meio dela”, emociona-se. 

Curando multidões

Após uma longa jornada de superação, libertação e crescimento, Gleida conta que aumentou seu nível de consciência ao renovar  a mente, se autoconhecer e buscar a tão sonhada liberdade em todas as áreas da sua vida, o que lhe preparou para a missão de ajudar outras pessoas a passarem pelo mesmo processo.

“Sempre me interessei por essa área de inteligência emocional e desenvolvimento humano. Tanto que fui fazer psicologia. Quando estourou a pandemia, ia fazer um projeto social para ajudar pessoas com depressão e ansiedade. Como não deu, tive a ideia de começar a escrever o livro”, explicou.

Gleida também é coautora dos livros “O Destravar da Ansiedade” e “Mulheres Fortes e Corajosas”. Segundo ela, os livros são só o começo.

“Vai vir muito mais. Eu demorei a acreditar que podia mudar minha história e quanto mais a gente demora pra acreditar, mais demora para acontecer, porém, o importante é que aconteceu. Agora, sou livre para voar e se eu posso, todo mundo pode”, diz.

Para quem quiser saber mais ou adquirir o livro, siga @gleidavanco no Instagram ou entre em contato pelo (19) 98155 2489.

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