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Covid-19

Escola pede cancelamento de contrato após suspensão do Bolsa Creche

Governo Bill prorrogou nesta terça-feira a suspensão dos contratos até 21 de abril, um dia antes do fim da quarentena para combater o novo coronavírus

Por André Rossi

07 abr 2020 às 19:26 • Última atualização 07 abr 2020 às 19:27

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal_19.12.2018
Prefeito prorrogou nesta terça-feira a suspensão dos contratos até 21 de abril

O colégio particular IESC, de Nova Odessa, pediu o cancelamento do contrato que mantinha com a prefeitura por conta da suspensão do Bolsa Creche. A medida foi adotada pelo prefeito Benjamin Bill Vieira de Souza (PSDB) no dia 26 de março por conta do novo coronavírus (Covid-19) e agora foi prorrogada até 21 de abril, um dia antes do término da quarentena vigente no Estado de São Paulo.

A Secretaria de Educação de Nova Odessa oferece 54 bolsas, que são dividas atualmente entre duas instituições. No IESC são 14 crianças. Já o Colégio Castelinho atende 40 crianças em duas unidades (23 no Santa Rosa e 17 no São Manoel). Além do Bolsa Creche, todos os contratos relacionados à rede municipal de ensino, como merenda e outros serviços, foram suspensos.

O decreto prorrogando a suspensão dos contratos foi publicado nesta terça-feira (7). A ideia da prefeitura é restabelecer os vínculos após a pandemia, mas já ressaltou que o período de suspensão pode ser ampliado caso o Estado decida prorrogar a quarentena.

De acordo com a direção do IESC, a solicitação de cancelamento do vínculo foi protocolado no final do mês passado, atendendo a cláusula de 60 dias de antecedência, e o prazo teria começado a contar nesta terça-feira. O colégio diz ter tido que demitir dois funcionários  que atendiam as crianças do bolsa creche, e que outros dois serão dispensados nos próximos dias.

“Infelizmente não podemos custear uma estrutura por dois meses ou até mais sem receber. Montamos uma estrutura para receber 60 crianças, como está no contrato. A secretaria de Educação mandou 17. E agora suspende o contrato por todo esse tempo. Não há caixa que aguenta”, informou a direção do IESC.

A diretora e proprietária do Castelinho, Rita Starnino, disse que vai aguardar o final do período de suspensão. Uma das possibilidades é atender todas as crianças na mesma unidade, mas ainda não há uma decisão.

“Estou em contato direto com a secretaria de Educação, estou sendo atendida por eles sempre que procuro. Vou aguardar mais um pouco porque os pais precisam da escola. Lógico que esse valor faz falta, principalmente na minha folha de pagamento. Vou aguardar para depois tomar uma decisão”, disse Rita.

Outro lado

A Prefeitura de Nova Odessa diz não ter sido notificada do pedido de cancelamento. “Caso a decisão caminhe para a rescisão, um novo convênio será formalizado e nenhuma criança deixará de ser atendida”, garantiu o Executivo.