Delegado alerta para golpes do bilhete premiado e do cartão clonado

Idosa perdeu R$ 5 mil em um caso ocorrido no mês passado na cidade; delegado orienta sobre os cuidados para não cair na armadilha


A Polícia Civil de Nova Odessa investiga sete casos de golpes do bilhete premiado e do cartão de crédito clonado ocorridos em 2019. A maior parte deles aconteceu nos últimos três meses e tiveram como vítimas pessoas idosas, com mais de 60 anos de idade.

Um dos golpes é aplicado por duas pessoas. A vítima é abordada por uma mulher desconhecida que supostamente teria ganho um prêmio, mas não possui os documentos necessários para sacá-lo. Por isso, pede ajuda para a vítima e mais um estranho, que na verdade é um estelionatário. Para isso, a mulher oferece uma bonificação aos dois.

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A suposta vencedora do bilhete premiado pede para que o homem e a vítima saquem um valor em dinheiro para comprovar que não possuía dívidas com o banco. Os dois voltam com a quantia e a repassam para a mulher.

Neste momento, a estelionatária finge que está passando mal e pede para que a vítima vá comprar uma marmita para ela. Quando retorna, os dois criminosos já fugiram com o dinheiro. No final do mês passado, uma idosa de 62 anos perdeu R$ 5 mil em um golpe semelhante.

“Na vida não há ganho fácil, quando a esmola é muita, o santo desconfia. As pessoas devem resistir às tentações de ganhar dinheiro fácil, isso não existe. A possibilidade de ganhar muito dinheiro sem fazer nada seduz e é nessa sedução que o golpista se dá bem”, diz o delegado Robson Gonçalves de Oliveira, titular da delegacia de Nova Odessa, ao LIBERAL.

Em outro caso, um homem se passa por atendente de um banco e liga para a vítima questionando sobre uma compra realizada por ela em Guarulhos. Ao responder que não efetuou a transação, o rapaz diz que a mulher deverá levar seu cartão até a sede do banco, em São Paulo.

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A vítima diz que não tem como se deslocar até a capital, por isso o estelionatário afirma que um representante do banco irá até a casa dela para pegar o cartão de crédito. Depois da retirada do cartão, a mulher recebe uma nova ligação, desta vez do seu banco, e é informada de uma compra de alto valor realizada em seu nome.

Ao se deslocar a uma agência bancária, ela ouve dos funcionários que caiu em um golpe. Uma mulher de 52 anos perdeu R$ 3,5 mil em Nova Odessa há cerca de dois meses, mas conseguiu o cancelamento da compra.

“Jamais forneça a senha do cartão a estranhos. Se for entregar o cartão, entregue na agência e inutilizado, cortado em partes, de preferência. Guarde um pedaço da tarja magnética consigo e jogue fora em outro cesto de lixo ou fragmente a tarja”, aconselha o delegado Robson.

Os sete casos de Nova Odessa seguem em processo de investigação e não tiveram seus autores identificados até o momento, de acordo com o delegado.

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